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Bombardeio de drones russos fere crianças ucranianas e mulher grávida

Os ataques aconteceram enquanto o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, pedia que os esforços dos EUA para pôr fim à invasão russa de seu país

Da redação
DA REDAÇÃO

27/01/2026 • 09:55 • Atualizado em 27/01/2026 • 10:03

Bombardeio em Odessa

Bombardeio em Odessa

REUTERS/Nina Liashonok

Um bombardeio russo com mais de 50 drones atingiu a cidade portuária de Odessa, no sul da Ucrânia, nesta terça-feira (27), deixando ao menos 23 feridos. Entre as vítimas estão duas crianças e uma mulher grávida. O ataque ocorre em um momento crítico, enquanto o presidente Volodmir Zelenski pressiona o governo dos Estados Unidos para acelerar as negociações que visam encerrar o conflito, que já se estende por quase quatro anos.

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Alvos estratégicos e impacto civil

Segundo autoridades locais, a Rússia utilizou modelos de drones modernizados, com maior alcance e poder destrutivo. Os principais alvos foram:

Infraestrutura Energética: A rede elétrica, já debilitada pelo inverno rigoroso, foi novamente atingida.

Áreas Residenciais: Cinco prédios de apartamentos e um centro de culto protestante sofreram danos severos.

Zelenski afirmou que as equipes de resgate permanecem no local em busca de possíveis sobreviventes sob os escombros e criticou a ofensiva, declarando que "cada ataque deste tipo mina a diplomacia em curso".

Embora os esforços da administração Trump para mediar o fim da guerra tenham registrado movimentações recentes, questões fundamentais permanecem sem solução:

Territórios Ocupados: Não há consenso sobre o destino das regiões ucranianas sob controle russo.

Estratégia de Putin: Analistas indicam que o Kremlin não demonstra urgência em um acordo. Vladimir Putin aposta no desgaste da resistência ucraniana e na redução do apoio ocidental a Kiev.

Mobilização russa

Para sustentar a linha de frente de aproximadamente mil quilômetros e compensar as baixas, Moscou tem adotado táticas agressivas de recrutamento. O governo russo oferece bônus financeiros elevados, anistia a prisioneiros e incentivos para a atração de combatentes estrangeiros, mantendo a pressão militar enquanto as negociações políticas não avançam.

*Com informações do Estadão Conteúdo.