Bora Brasil

Estudo aponta Brasil como líder na divulgação de fake news sobre autismo

Levantamento mostra que país concentrou metade das mensagens falsas analisadas; especialistas alertam para riscos no diagnóstico

Da redação
DA REDAÇÃO

11/09/2025 • 10:40 • Atualizado em 11/09/2025 • 10:40

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que o Brasil é o país que mais espalha desinformação sobre o transtorno do espectro autista (TEA).

Compartilhar

A pesquisa analisou 60 milhões de mensagens em 19 países e apontou que metade desse conteúdo foi concentrada no Brasil.

Desinformação atrasa diagnóstico

As fake news envolvem supostas causas do autismo, como radiação 5G, intoxicação alimentar e vacinas, além de falsas promessas de cura com choques elétricos e uso de substâncias tóxicas.

Segundo especialistas, esse tipo de conteúdo coloca em risco a saúde e o bem-estar das pessoas com autismo, atrasando diagnósticos e tratamentos eficazes.

Impacto na vida das famílias

O diagnóstico tardio pode dificultar o desenvolvimento. Foi o caso de Renan, que só descobriu o autismo aos 29 anos, após investigar uma suspeita de epilepsia silenciosa.

Hoje, aos 33, ele afirma que o acompanhamento psicológico e as terapias adequadas transformaram sua qualidade de vida.

Priscila, mãe de três crianças diagnosticadas com TEA, também relatou a importância da informação correta.

O filho mais novo dela recebeu o diagnóstico aos 2 anos, seguido das filhas Alice e Luna. “Cada um tem a sua dificuldade e as suas superações a serem seguidas”, disse.

Diagnóstico precoce faz diferença

Especialistas reforçam que a ciência já comprovou a importância do diagnóstico precoce.

A identificação ainda na infância, acompanhada de terapias adequadas e orientações familiares, pode ampliar as oportunidades de desenvolvimento.

Tópicos relacionados