Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que o Brasil é o país que mais espalha desinformação sobre o transtorno do espectro autista (TEA).
A pesquisa analisou 60 milhões de mensagens em 19 países e apontou que metade desse conteúdo foi concentrada no Brasil.
Desinformação atrasa diagnóstico
As fake news envolvem supostas causas do autismo, como radiação 5G, intoxicação alimentar e vacinas, além de falsas promessas de cura com choques elétricos e uso de substâncias tóxicas.
Segundo especialistas, esse tipo de conteúdo coloca em risco a saúde e o bem-estar das pessoas com autismo, atrasando diagnósticos e tratamentos eficazes.
Impacto na vida das famílias
O diagnóstico tardio pode dificultar o desenvolvimento. Foi o caso de Renan, que só descobriu o autismo aos 29 anos, após investigar uma suspeita de epilepsia silenciosa.
Hoje, aos 33, ele afirma que o acompanhamento psicológico e as terapias adequadas transformaram sua qualidade de vida.
Priscila, mãe de três crianças diagnosticadas com TEA, também relatou a importância da informação correta.
O filho mais novo dela recebeu o diagnóstico aos 2 anos, seguido das filhas Alice e Luna. “Cada um tem a sua dificuldade e as suas superações a serem seguidas”, disse.
Diagnóstico precoce faz diferença
Especialistas reforçam que a ciência já comprovou a importância do diagnóstico precoce.
A identificação ainda na infância, acompanhada de terapias adequadas e orientações familiares, pode ampliar as oportunidades de desenvolvimento.
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