Uma das mulheres atingidas por um apedrejamento em um ônibus no terminal Parque Dom Pedro II, na região central de São Paulo, conversou com a reportagem do Bora Brasil e detalhou o ataque.
O coletivo foi apedrejado por um homem na manhã desta quarta-feira (10). Segundo o motorista, que também conversou com a reportagem, o ataque aconteceu após um rapaz em situação de rua ser impedido de entrar no veículo.
“Estava sentada com minha irmã, estava olhando para lá e quando virei só vi que o rapaz jogou a pedra, foi dentro do terminal. O mais engraçado é que a gente não tem uma segurança, não tem um policiamento, não tem nada, a passagem não é de graça”, disse a passageira ferida no ataque.
Ao Bora Brasil, ela destacou que houve muito barulho e se assustou no momento do ataque. “A gente só viu na hora que acertou a pedra, ficamos cheias de vidro. Quando coloquei a mão na cabeça já estava cheia de sangue”.
“Cadê a segurança? Podia ser pior, podia ter acertado o rosto da minha irmã, que estava sentada na janela, podia ter acontecido algo pior comigo ou com a outra moça (que foi atingida). Acho que deveria ter mais segurança para os passageiros. A gente paga (a passagem) todo dia para ir trabalhar com segurança”, acrescentou.
O ataque
A reportagem do Bora Brasil, que está no local, conversou com o motorista do ônibus, que por questões de segurança não foi identificado, que detalhou a ocorrência.
“Eu estava no embarque, embarcando os passageiros. O rapaz, um morador de rua, veio querendo entrar e eu disse que só trabalhador iria entrar. Quando ele desceu, o fiscal me liberou para sair do embarque, saí devagar pelo terminal para acessar a Régis Bittencourt, esse rapaz, antes de eu sair do terminal, ele veio com a pedra, pensei que ele iria me atacar”, disse o motorista do coletivo.
“Na hora que eu dei um passo com o ônibus, ele jogou (a pedra) e acertou o vidro, quase acertando a cabeça da moça que estava sentada do lado da porta. Ele saiu correndo”, acrescentou. O coletivo atingido faz a linha 5300-10, entre os terminais Dom Pedro e Santo Amaro.
As vítimas foram atingidas na mão e na região da cabeça. Elas foram atendidas pelo Samu.
Meses atrás, houve uma onda de ataques a ônibus na Região Metropolitana de São Paulo. A nova ocorrência acontece um dia depois da paralisação de motoristas e cobradores na capital paulista.
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