Resumo
Uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina foi criada para analisar as provas do Caso Orelha e apurar como o cachorro foi morto, envolvendo um grupo técnico e as Promotorias de Justiça.
A investigação inclui a análise de mais de mil horas de vídeos, dados de celulares apreendidos e 50 novas diligências enviadas pela Polícia Civil, incluindo a exumação do corpo do cão; a Justiça determinou prazo de 30 dias para conclusão desta etapa.
O Cão Orelha, animal comunitário de 10 anos, foi encontrado agonizante e morreu após suspeita de agressão por adolescentes, gerando comoção e protestos; laudo pericial descartou fraturas por ação humana, mas não identificou a causa exata da morte.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) decidiu, nesta terça-feira (3), realizar uma força-tarefa para analisar as provas do “Caso Orelha” e tentar descobrir como o cachorro foi morto.
Foi determinado um grupo de trabalho técnico para ajudar as Promotorias de Justiça a analisarem o novo material do caso do Cão Orelha.
Nessa nova fase da investigação, serão analisadas mais de mil horas de vídeos, dados extraídos de celulares apreendidos e outros elementos probatórios.
O novo material da investigação veio de diligências solicitadas à Polícia Civil, como, por exemplo, a exumação do corpo do cão Orelha.
A PC enviou, além das solicitadas, 15 complementares, somando 50 novas diligências no caso.
A Justiça determinou que os responsáveis pela investigação têm 30 dias para concluir essa etapa.
Relembrando o caso
O Cão Orelha é um animal comunitário, de 10 anos de idade, que foi encontrado agonizante e não resistiu aos ferimentos. A suspeita é de que a causa da morte tenha sido agressões sofridas por um grupo de adolescentes. O caso gerou grande comoção nas redes sociais, além de ter sido personagem principal em protestos contra os maus-tratos aos animais.
Um laudo pericial realizado pela Polícia Científica de Santa Catarina no corpo do cão Orelha concluiu que não houve fraturas ou lesões ósseas que pudessem ter sido causadas por ação humana. O documento, entretanto, ressalta que a ausência desses ferimentos não descarta a possibilidade de o animal ter morrido em decorrência de um trauma cranioencefálico. A causa da morte não pôde ser identificada.
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