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Caso Benício: médica e técnica de enfermagem viram rés por morte de criança

Juliana Brasil Santos e Raíza Bentes Praia foram denunciadas por homicídio qualificado com dolo eventual e pais da vítima atuarão como assistentes de acusação

Da redação
DA REDAÇÃO

08/06/2026 • 11:22 • Atualizado em 08/06/2026 • 11:22

A Justiça do Amazonas recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou rés a médica Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raíza Bentes Praia pela morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em novembro de 2025. Elas passam a responder criminalmente por homicídio qualificado.

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A acusação formulada pelo órgão tipificou a conduta das rés na modalidade de dolo eventual — quando se assume o risco de produzir o resultado —, qualificada pelo emprego de veneno.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Juliana Brasil emitiu uma prescrição eletrônica contendo superdosagem de adrenalina por via intravenosa. A substância foi posteriormente administrada na forma prescrita por Raíza Bentes, resultando na morte do paciente.

Além da imputação por homicídio qualificado, Juliana Brasil Santos foi denunciada por falsidade ideológica, crime que teria sido praticado por dez vezes em concurso formal. Conforme as investigações, a profissional utilizava carimbos e guias declarando possuir especialidade em pediatria, sem possuir o devido Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

“O Poder Judiciário também homologou o despacho do Ministério Público que determinou o arquivamento parcial das investigações em relação a outros envolvidos. Foram isentados de responsabilidade criminal os gestores do Hospital, bem como os médicos plantonistas, contra os quais se cogitava inicialmente a prática de homicídio culposo”, informou o Tribunal de Justiça do Amazonas em nota.

Também foram arquivadas as suspeitas de fraude processual e uso de documento falso que recaíam sobre Juliana Brasil Santos. Com a homologação, a ação penal prosseguirá única e exclusivamente contra as duas rés denunciadas.

Na mesma decisão, o magistrado deferiu o pedido de habilitação de Bruno Mello de Freitas e Joyce Xavier de Carvalho, pais de Benício, para atuarem como assistentes de acusação. “O pedido havia sido negado anteriormente devido à ausência de uma ação penal formalizada, óbice que foi superado com o recebimento da denúncia”.