Resumo
Operação policial na comunidade da Rocinha resultou na prisão de Adílio Campos Chagas, líder de organização criminosa especializada na venda de atestados médicos falsos, que funcionava há pelo menos cinco anos com estrutura profissionalizada e tabela de preços para os clientes.
Investigações apontaram que o esquema era comandado por Adílio após a morte de seu pai, operado principalmente pela internet, com logística rigorosa de comercialização, pagamentos via Pix e uso de carimbos e receitas falsas de hospitais renomados para dar veracidade aos documentos.
Denúncia de médica vítima de falsificação de identidade e carimbo permitiu a descoberta do crime, levando à confissão do chefe do grupo e ao alerta das autoridades sobre a gravidade da falsificação, com continuidade das investigações para identificar também compradores dos atestados falsos, que podem ser responsabilizados criminalmente.
Em uma operação realizada na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a Polícia Civil prendeu Adílio Campos Chagas, apontado como o chefe de uma organização criminosa especializada na venda de atestados médicos falsos. O esquema, que operava há pelo menos cinco anos, chamou a atenção das autoridades pela estrutura profissionalizada e pela "tabela de preços" oferecida aos clientes.
De acordo com as investigações, Adílio herdou o comando do esquema criminoso após a morte de seu pai. O "negócio" era operado principalmente através da internet, onde os interessados podiam escolher não apenas a quantidade de dias de afastamento, mas também a patologia que constaria no documento falso.
Tabela de preços e logística
A quadrilha mantinha uma logística rigorosa para a comercialização dos documentos. Os valores variavam conforme o tempo de dispensa do trabalho:
- 1 dia de afastamento: R$ 25,00
- 5 dias de afastamento: R$ 75,00
O pagamento era realizado via Pix após a combinação dos detalhes. A ousadia dos criminosos era tanta que eles impunham regras de "armazenamento": caso o cliente não retirasse o atestado em até um mês, o documento era destruído. Para dar veracidade à fraude, o grupo utilizava carimbos e receitas falsificadas de hospitais públicos e particulares de renome.
O esquema começou a ruir após a denúncia de uma médica que descobriu que seu nome, registro profissional (CRM) e carimbo estavam sendo utilizados indevidamente pelos golpistas. Após ser preso, o chefe da quadrilha confessou o crime na delegacia.
Até o momento, as investigações não apontam a participação direta de funcionários ou das instituições hospitalares cujos nomes constavam nos papéis.
Alerta às autoridades
A Polícia Civil reforçou que a falsificação de documentos é um crime grave. As autoridades alertam que a investigação continuará para identificar não apenas quem produz e comercializa os atestados, mas também quem os adquire. Quem utiliza esses documentos falsos para justificar faltas no trabalho ou em outras atividades também pode ser responsabilizado criminalmente.
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