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Chuvas deixam destruição e mais de 40 mil imóveis sem energia em SP

Temporal provocou o transbordamento de córregos, o desabamento de um muro no Aeroporto de Congonhas e a destruição completa de uma academia

REGINA DOURADO

09/03/2026 • 10:06 • Atualizado em 09/03/2026 • 10:06

As fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo neste domingo (8) deixaram um rastro de destruição, com registro de mortes em Sorocaba e São Bernardo do Campo, além de mais de 40 mil imóveis sem energia na capital. O temporal, que concentrou maior volume na zona sul, provocou o transbordamento de córregos, o desabamento de um muro no Aeroporto de Congonhas e a destruição completa de uma academia, somando quase 200 chamados por inundação em poucas horas.

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O cenário de sol pela manhã deu lugar ao estado de atenção decretado pelo Centro de Gerenciamento de Emergências a partir das 14h, quando a intensidade da água sobrecarregou o sistema de escoamento da cidade.

Na zona sul, o transbordamento dos córregos Moinho Vermelho, no Ipiranga, e Água Espraiada, em Santo Amaro, agravou as inundações e dificultou a locomoção de moradores e motoristas. Ao todo, a Defesa Civil registrou 187 chamados para inundações, 25 para quedas de árvores e cinco para desabamentos ou desmoronamentos em toda a capital paulista.

Entre as ocorrências de maior impacto material, a força da enxurrada derrubou um muro no Aeroporto de Congonhas, exigindo o isolamento imediato da área, embora a segurança das operações não tenha sido comprometida.

Outro ponto crítico foi a destruição de um estúdio de crossfit na zona sul, onde a água invadiu a estrutura com tamanha violência que abriu buracos no piso, causou rachaduras nas paredes e deixou o local completamente coberto por lama. A gravidade do fim de semana foi acentuada pelas fatalidades confirmadas no interior e na região metropolitana, mantendo as equipes de resgate em alerta máximo para novos riscos de deslizamento devido ao solo encharcado.