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Racismo, saques e mais de 200 detidos: como foi a confusão com torcedores do Peñarol no RJ

Banhistas relataram que tumulto na Praia do Recreio começou quando uruguaios chamaram brasileiros de "macacos"

CLARA NERY

24/10/2024 • 06:32 • Atualizado em 24/10/2024 • 06:32

Mais de 200 torcedores do Peñarol foram detidos após uma grande confusão na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (23), antes do jogo de ida contra o Botafogo válido pela semifinal da Libertadores. A partida terminou em 5 x 0 para o Fogão.

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Banhistas relataram que o tumulto na Praia do Recreio dos Bandeirantes começou quando uruguaios chamaram brasileiros de "macacos". Testemunhas afirmaram que eles incendiaram ao menos três motos estacionadas na orla e invadiram um quiosque, saqueando produtos e levando dinheiro.

Imagens de segurança também flagraram um homem furtando um celular em um restaurante; ele foi preso, e o aparelho, recuperado.

A resposta contra os uruguaios foi violenta, com um ônibus da torcida do Peñarol saqueado e incendiado.

Em meio ao caos, o jogador uruguaio do Flamengo Varela foi hostilizado e acusado de apoiar os torcedores. Ele negou, dizendo que apenas resgatou dois amigos que estavam assustados.

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro – que admitiu falhas no planejamento – informou que foram cerca de 20 presos e 250 detidos. Todos foram levados à Cidade da Polícia (CIDPOL).

“As ações de cada um deles serão individualizadas e, dependendo da conduta, alguns seguirão presos e outros, por serem crimes de menor potencial ofensivo, serão liberados”, disse a pasta.

Os liberados foram proibidos de assistir ao jogo no estádio Nilton Santos (Engenhão). O Estado deve entrar com uma ação contra a torcida.

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