Resumo
Um passaporte supostamente em nome de Eliza Samudio foi encontrado intacto em Portugal e entregue ao consulado brasileiro, reacendendo o caso de seu assassinato de 2010 e aguardando orientação do Itamaraty.
Autoridades e familiares foram notificados sobre o achado, e a família de Eliza espera esclarecimentos oficiais, especialmente sobre a falta de registro de saída do país europeu.
O caso relembra a condenação do ex-goleiro Bruno pelo homicídio de Eliza, cujo corpo nunca foi encontrado, e a descoberta do documento gera novas dúvidas sem confirmação de autenticidade ou avanço nas investigações.
Um novo mistério reacendeu, quase 16 anos depois, o caso Eliza Samudio, assassinada em 2010. Um suposto passaporte em nome da modelo foi encontrado em um apartamento em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, segundo informações confirmadas por autoridades diplomáticas.
O documento foi localizado por um brasileiro que passava férias com a família em uma casa de temporada no país. O passaporte teria sido encontrado dentro de um livro e, ao ser analisado, chamou atenção por conter apenas um registro de entrada em Portugal, datado de 2007, sem qualquer anotação de saída.
Após a descoberta, o brasileiro procurou veículos de comunicação e entregou o documento às autoridades consulares. O Itamaraty foi oficialmente notificado, mas, até o momento, não se pronunciou publicamente sobre o caso.
Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou o recebimento do passaporte e informou que aguarda orientações do Ministério das Relações Exteriores sobre como proceder em relação ao documento.
A família de Eliza Samudio também foi comunicada. A mãe da modelo confirmou que recebeu a notificação por meio do consulado e afirmou que aguarda esclarecimentos oficiais. O irmão de Eliza também se manifestou, reforçando a expectativa por respostas diante da nova informação.
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades é o estado de conservação do passaporte, descrito como intacto e muito bem preservado, apesar do tempo decorrido. As circunstâncias que explicam como o documento foi parar em Portugal, bem como a ausência de registro de saída do país europeu, ainda são desconhecidas.
Relembre o caso
Eliza Samudio foi assassinada em 2010, em um crime que teve grande repercussão nacional. Ela teve um filho com o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio e por ocultação de cadáver. O corpo da vítima nunca foi encontrado. Durante as investigações, testemunhas relataram que Eliza teria sido morta por estrangulamento e que o corpo teria sido esquartejado e enterrado em uma camada de concreto.
Apesar da condenação dos envolvidos e do cumprimento da pena por Bruno, o caso nunca foi totalmente encerrado do ponto de vista emocional para a família, justamente pela ausência do corpo. A descoberta do suposto passaporte, agora sob análise das autoridades brasileiras, reacende dúvidas e levanta novas perguntas sobre um dos crimes mais emblemáticos da história recente do país.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autenticidade do documento nem sobre possíveis desdobramentos da investigação.
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