Uma negociação sobre os custos de um velório terminou em briga generalizada dentro de uma funerária em Nova Serrana, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. A confusão, ocorrida nesta semana, envolveu funcionários do estabelecimento e familiares de um falecido que discordaram das taxas cobradas pelo serviço.
De acordo com informações apuradas pelo Bora Brasil, a Polícia Militar precisou ser acionada para conter os ânimos no local. O confronto resultou em pessoas com ferimentos leves e danos materiais à empresa, com urnas funerárias sendo derrubadas durante o embate físico.
O motivo da briga: taxa extra pelo tamanho do caixão
O conflito teve início ainda durante a madrugada, por volta de 1h, quando a família buscava os procedimentos para o funeral. Segundo o relato dos parentes, eles são clientes da mesma funerária há cerca de 20 anos, o que gerou uma expectativa de atendimento diferenciado que não se concretizou.
A discussão escalou quando a administração da empresa informou que seria necessário pagar um valor adicional pelo caixão. A justificativa apresentada pela funerária foi o tamanho do cadáver, que exigiria uma urna fora dos padrões convencionais cobertos pelo plano ou contrato anterior.
As negociações se arrastaram ao longo do dia e tornaram-se progressivamente mais hostis. O que deveria ser um momento de luto e acolhimento transformou-se em um cenário de guerra dentro do mostruário de urnas da empresa.
Imagens registram violência e queda de urnas
Câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento exato em que a agressão física começou. Nas imagens, é possível observar o embate entre os funcionários e os clientes, que culminou na queda de diversos caixões que estavam em exposição.
A repórter Tamiro Xavier ressaltou, durante a cobertura do programa, o impacto visual da cena. "A gente consegue ver até caixões caindo, porque a briga começou dentro do mostruário das urnas", detalhou a jornalista.
Apesar da gravidade da situação e da intensidade das agressões, os envolvidos sofreram apenas escoriações e ferimentos leves. Não houve necessidade de internações hospitalares de longa permanência, mas o caso foi registrado pelas autoridades locais para as devidas providências legais.
Desfecho e mudança de empresa
Após o incidente e a intervenção policial, a família decidiu romper o vínculo com o estabelecimento onde ocorreu a briga. O funeral do parente acabou sendo realizado por outra empresa funerária da região, após o clima de total insegurança gerado pelo confronto.
Até o momento, a empresa de Nova Serrana não emitiu um posicionamento oficial detalhado sobre a conduta dos funcionários durante a negociação ou sobre a política de cobrança adicional que motivou o desentendimento.
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