O cenário em Minas Gerais, especialmente em Juiz de Fora e região, é de alerta máximo após um volume devastador de chuva atingir o estado. Segundo o Tenente Henrique Barcelos, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), que concedeu entrevista ao Bora Brasil, da Band, o gatilho para a tragédia foi a concentração atípica de precipitação: em apenas 7 horas, a região acumulou o volume de água esperado para todo o mês.
"O solo encharcou e gerou o movimento de massa e deslizamento de terra", explicou o porta-voz. Esse fenômeno é o principal responsável pelo rastro de destruição que já deixou dezenas de mortos e centenas de desabrigados, de acordo com as últimas atualizações das autoridades locais.
Força-tarefa e cães de busca
A prioridade total da corporação no momento é a localização de desaparecidos. Como a maioria das vítimas foi soterrada por deslizamentos, o trabalho exige técnica e auxílio animal.
"As equipes estão em campo com cães de busca para chegar até essas vítimas. A corporação deslocou todos os esforços necessários, trabalhando em campo ininterruptamente", afirmou Barcelos. Ele ressaltou que o número de óbitos pode subir conforme as áreas isoladas forem acessadas.
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Desafios do terreno e riscos de novos deslizamentos
Embora a luz do dia facilite o mapeamento das áreas críticas, o terreno permanece instável, o que coloca em risco até mesmo os socorristas.Segundo o tenente, o principal dificuldade das equipes é estabelecer perímetros de segurança em locais onde a encosta ainda oferece perigo de novos desabamentos.
A orientação para os moradores é drástica e direta: evacuem áreas de risco imediatamente. "Para as pessoas que estão na região, a orientação é de que não permaneçam em áreas de encostas e íngremes, com o solo encharcado. Busquem um local seguro indicado pelas autoridades", reforçou o Tenente.
A cidade sofre os reflexos de temporais entre a noite desta segunda (23) e a madrugada desta terça (23), que deixaram ao menos 23 mortos e 35 desaparecidos, além de centenas de desabrigados. Outras sete mortes foram registradas na cidade de Ubá, próxima a Juiz de Fora, totalizando 30 vítimas fatais no estado.
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