A endometriose é uma condição que atinge cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva, sendo uma das principais causas de infertilidade no mundo.
A doença ocorre quando o tecido que reveste a parte interna do útero, o endométrio, se encontra fora do órgão, podendo atingir trompas, ovários e até outros órgãos, como pulmões e cérebro. No Brasil, aproximadamente 7 milhões de mulheres convivem com essa condição, e no mundo, esse número ultrapassa os 200 milhões.
Sintomas e desafios no diagnóstico
De acordo com o médico ginecologista Jean Gorinchteyn, a endometriose é muitas vezes silenciosa, dolorosa e ignorada, com muitos casos sendo diagnosticados tardiamente. "O diagnóstico para mim foi muito difícil. Com 15 anos, mais ou menos, eu estava assistindo a um programa de TV e ouvi falar sobre endometriose. Tinha certeza de que era isso o que eu tinha. No entanto, foi uma luta de 12 anos até finalmente receber o diagnóstico correto", relata uma paciente.
Os sintomas mais comuns da doença incluem cólicas menstruais intensas, dores durante a relação sexual, alterações intestinais e dificuldade para engravidar. No entanto, a condição pode ser facilmente confundida com sintomas comuns da TPM ou outras disfunções menstruais, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Falta de reconhecimento e normalização da dor
Em muitos casos, a dor é banalizada, sendo tratada como um desconforto comum que as mulheres devem suportar. Isso, conforme o doutor Gorinchteyn, leva a uma demora na procura por ajuda médica especializada. "Muitas mulheres passam a vida inteira sofrendo em silêncio, com seus sintomas desconsiderados", explica o médico.
Além disso, o diagnóstico errado ou tardio pode ter consequências graves. A doença pode evoluir para uma forma mais profunda, o que compromete a qualidade de vida das mulheres e pode causar danos irreversíveis a órgãos como ovários e trompas, dificultando ainda mais a concepção.
Tratamentos e cuidados médicos
O tratamento para a endometriose varia de acordo com a gravidade da doença. Em casos mais leves, o controle hormonal, anti-inflamatórios e cuidados naturais podem ser suficientes para aliviar os sintomas. No entanto, quando a doença se torna mais profunda e afeta órgãos adjacentes, a cirurgia pode ser necessária para remover o tecido endometrial implantado fora do útero.
A paciente Isayane, que passou por diversos tratamentos antes de ser submetida à cirurgia, conta: "Só no ano passado, após mais de 10 anos, consegui me ver livre da dor. Minha vida mudou completamente."
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral para pacientes com endometriose, desde o diagnóstico até os tratamentos mais avançados, incluindo a cirurgia. Novos avanços no tratamento, como medicamentos que reduzem a progressão da doença, estão sendo constantemente avaliados.
A importância da conscientização
Com o aumento da conscientização sobre a doença, mais mulheres têm buscado diagnóstico médico, e os profissionais de saúde estão mais atentos aos sintomas da endometriose. Segundo o doutor Gorinchteyn, o primeiro passo para o diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas relatados pela paciente. Após isso, exames como ultrassom com preparo intestinal e ressonância magnética são utilizados para confirmar a presença do tecido endometrial fora do útero.
A conscientização é fundamental para garantir que as mulheres recebam o tratamento adequado e não sofram com a normalização de sintomas que podem ser sinais de uma condição séria.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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