
Armas fantasmas
Reprodução/Bora Brasil
Além dos fuzis e metralhadoras em poder do crime organizado, um novo desafio surge para as autoridades: são as chamas “armas fantasmas” – um armamento de guerra fabricado clandestinamente e quase impossível de rastrear.
O traficante João Henryque Gonçalves, o 'Jhonny Boy', foi preso nesta quarta-feira (24) depois de um tiroteio na Baixada Fluminense. Ele não usava revólver nem pistola, mas um fuzil, que foi apreendido pela polícia.
A arma agora vai passar por perícia. Mas pode ser que a origem dela nunca seja descoberta. Isso porque o crime organizado investe pesado em armas fantasmas. Elas podem ser montadas em casa, com peças compradas separadamente na internet ou até feitas em impressoras 3D sem número de série, registro e fabricante identificado.
Um levantamento do Instituto Sou da Paz aponta que quase metade dos fuzis apreendidos no Sudeste do Brasil entre 2019 e 2023 eram armas fantasmas.
O mesmo estudo mostra um aumento de 11% nas apreensões de fuzis, metralhadoras e submetralhadoras no Sudeste: de 1.494 para 1.665 armas, a maioria no rio de janeiro. Parte desse arsenal entra pelo contrabando do Paraguai; outra parcela é desviada do mercado legal de CACs. E, como se não bastasse, ainda tem o crescimento da produção das armas clandestinas.
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