Bora Brasil

Estuprador que matou enteada já havia sido condenado por violência sexual

O homem, que já cumpria prisão domiciliar por estupros anteriores, confessou ter estrangulado a enteada de 14 anos em Planaltina, no Distrito Federal

GUILHERME OLIVEIRA

20/01/2026 • 11:09 • Atualizado em 20/01/2026 • 11:09

Resumo

Decisão judicial manteve a prisão de Marlon Rocha, homem que confessou ter estrangulado a enteada de 14 anos em Planaltina, e aguarda laudos periciais para verificar possível violência sexual antes do homicídio.

Histórico criminal inclui condenações por estupro de uma criança de 11 anos e da própria mãe durante saída temporária, além de liberdade sob regime domiciliar nos últimos oito meses, apesar da periculosidade.

Assassinato ocorreu durante celebração familiar, com suspeita de que a mãe tenha sido dopada; Marlon também protagonizou roubo de veículo e perseguição policial dias antes, e segue preso para responder por homicídio qualificado e possíveis novas acusações.

Após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (19), a Justiça do Distrito Federal decidiu pela manutenção da prisão de Marlon Rocha. O homem, que já cumpria prisão domiciliar por estupros anteriores, confessou ter estrangulado a enteada de 14 anos em Planaltina, mas o foco da investigação agora se volta para os laudos periciais que devem determinar se a vítima também foi violentada sexualmente antes de morrer.

Compartilhar

Ela possui uma ficha criminal extensa: já foi condenado pelo estupro de uma criança de 11 anos e, durante uma saída temporária em 2023, chegou a cometer o mesmo crime contra a própria mãe. Mesmo com esse histórico de extrema periculosidade, ele estava nas ruas há oito meses sob regime domiciliar.

Relembre o caso

O assassinato ocorreu na madrugada de domingo, em um momento em que a família celebrava a conquista de um novo imóvel. A mãe da adolescente relatou às autoridades uma suspeita alarmante: ela acredita ter sido dopada pelo companheiro, já que não ouviu qualquer barulho vindo do quarto onde a filha dormia com a irmã mais nova. Ao acordar, encontrou a jovem sem vida com marcas de estrangulamento.

Embora Marlon tenha admitido o assassinato em depoimento, ele negou a prática de abuso sexual contra a enteada nesta ocasião. No entanto, a Polícia Civil do Distrito Federal aguarda o resultado de exames de corpo de delito e análises laboratoriais para contestar ou confirmar a versão do suspeito.

Além do homicídio, pesa contra ele o fato de ter roubado um veículo e protagonizado uma perseguição policial apenas uma semana antes do crime atual, evidenciando que o monitoramento do regime domiciliar não foi capaz de conter sua escalada de violência. Marlon Rocha permanece à disposição da justiça e deve responder por homicídio qualificado, com a possibilidade de novas qualificadoras caso o estupro seja comprovado.