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Polícia Civil faz operação contra falsos médicos em SP

Nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos

Da redação
DA REDAÇÃO

26/05/2026 • 12:40 • Atualizado em 26/05/2026 • 12:40

A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta terça-feira (26) a segunda fase da Operação Hipócrates que mira um esquema de inclusão de falsos médicos em uma instituição privada de saúde na cidade de São Paulo. A ação cumpre sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária, além de outras duas medidas cautelares determinadas pelas Justiça.

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As diligências ocorrem na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.

Segundo a investigação, dois homens se passavam por médicos em um hospital particular localizado na Zona Leste da cidade e teriam realizado cerca de 2 mil atendimentos ao longo de dois anos. O inquérito policial apontou ainda que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados.

As apurações também identificaram indícios de omissão e negligência por parte da unidade hospitalar. Por determinação judicial, a gestora operacional e o diretor clínico do hospital serão afastados de suas funções enquanto as investigações prosseguem. O delegado de polícia encarregado do caso, Mariano de Araújo, explicou sobre as prisões.

Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas. A investigação aponta uma atuação clandestina prolongada, com consequências gravíssimas para pacientes e indícios de falhas que vão além dos falsos médicos. Nosso trabalho agora é aprofundar a apuração para responsabilizar todos os envolvidos nesse esquema

A operação, que segue em andamento, mobiliza 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães. Até o momento, um alvo foi localizado.

Sobre a primeira fase da operação

A primeira fase da Operação Hipócrates aconteceu em 16 de dezembro do ano passado, quando os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em um hospital da Zona Leste.

A ação foi um desdobramento de um inquérito instaurado para apurar crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos. As investigações prosseguiram até que os alvos foram identificados.