Resumo
Um paciente perdeu a visão de um dos olhos após procedimento de catarata em clínica oftalmológica de Salvador, sendo um entre pelo menos 30 pessoas que apresentaram sintomas após mutirão de exames e consultas no local.
A Secretaria Municipal da Saúde da Bahia investiga o caso, interditou temporariamente a Clínica Clivan, suspendeu o alvará sanitário, abriu processo administrativo e notificou o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina da Bahia.
A Clínica Clivan afirma ter seguido todos os protocolos clínicos e de biossegurança, enquanto as autoridades continuam apurando responsabilidades e o número real de pacientes afetados, ressaltando que o mutirão não foi uma iniciativa da prefeitura.
Um paciente perdeu a visão de um dos olhos depois de passar por um procedimento para tratar catarata numa clínica oftalmológica em Salvador. A Secretaria Municipal da Saúde da Bahia investiga o caso. A situação foi confirmada pela advogada que representa a família da vítima, Eveline Santos.
O homem, que terá a identidade preservada, participou de um mutirão de exames e consultas oftalmológicas no final do mês passado.
Informações preliminares dão conta de que ao menos 30 pessoas tiveram algum sintoma depois da iniciativa.
No entanto, segundo a advogada, ainda não é possível precisar o número real de pacientes afetados, já que os mutirões ocorrem com frequência.
Ela pontua que o cliente dela já havia feito um procedimento na clínica e que o olho direito não teve complicações. Porém, o quadro no olho esquerdo se agravou.
A advogada diz que as investigações continuam para entender se a clínica tem, de fato, responsabilidade no caso.
A Secretaria de Saúde do estado, em conjunto com a SMS municipal, confirmou nesta segunda-feira (2), a interdição da Clínica Clivan, que teve o alvará sanitário suspenso e os atendimentos interrompidos temporariamente. Além disso, um processo administrativo foi aberto.
A SMS, que ainda contabiliza o número de pacientes afetados, relatou que a unidade tem contrato para procedimentos oftalmológicos regulares e que está investigando como ocorreram os atendimentos do mutirão desde o dia 26 de fevereiro, verificando autorizações, registros nos sistemas oficiais e a conformidade com os protocolos estabelecidos.
Mas garantiu que não procede a informação de que o mutirão tenha sido uma iniciativa da prefeitura, uma vez que não havia contrato ativo vigente para realização desses atendimentos com a clínica citada.
A secretaria observou ainda que, antes da interdição, a clínica estava com alvará sanitário válido e atendia às exigências para funcionar.
O caso, que segue em apuração, foi comunicado ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb).
Posicionamento da clínica
Em nota, o Cremeb salientou que fez uma fiscalização no local e que aguarda a conclusão do relatório para adotar as medidas cabíveis, se necessário. Por enquanto, o procedimento segue sob sigilo.
A Clínica Clivan disse que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos, desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento pós-cirúrgico.
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