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Incêndios na França já destruíram área quatro vezes maior que Paris

A emergência ambiental faz parte da pior onda de incêndios da história recente do continente

Adriana Wainstok
ADRIANA WAINSTOK

30/07/2026 • 11:39 • Atualizado em 30/07/2026 • 11:39

Os incêndios florestais fora de controle que atingem a Europa já devastaram, apenas na França, uma extensão territorial correspondente a quatro vezes a área da cidade de Paris. A emergência ambiental faz parte da pior onda de incêndios da história recente do continente, impulsionada por um mês de junho histórico em altas temperaturas e pelo aquecimento da região em ritmo duas vezes superior à média global.

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O avanço do fogo provocou a evacuação de mais de 300 mil pessoas de suas residências na França e na Espanha. Diante da severidade das chamas e das complicações decorrentes das altas temperaturas e da fumaça tóxica, autoridades europeias já contabilizam mais de 10 mil mortes associadas aos impactos do desastre ambiental.

A crise atinge diversos países do continente. Na Grécia, moradores e turistas precisaram ser resgatados pelo mar em áreas afetadas como a ilha de Creta. Na Inglaterra, novos focos mobilizam dezenas de bombeiros no condado de Suffolk, enquanto brasileiros que residem no continente relatam perda de visibilidade e forte odor de fumaça nas cidades afetadas.

Fogo foi registrado por satélite

Imagens capturadas a partir do espaço revelam a dimensão das imensas colunas de fumaça geradas pelos graves incêndios florestais que atingem o sul da Europa. O avanço das chamas forçou a evacuação de mais de 300 mil pessoas em áreas atingidas na França e na Espanha, cobrindo rodovias e centros urbanos com densas nuvens de fuligem.

Na Espanha, equipes de bombeiros combatem o maior incêndio florestal já registrado na história do país, com mais de 50 mil hectares destruídos, área equivalente a cerca de 70 mil campos de futebol, concentrando focos críticos na província de Castellón.

Já no território francês, no departamento de Gironde, o fogo destruiu aproximadamente 42 mil hectares e ameaça residências e áreas agrícolas tradicionais, como a região vinícola de Bordô.

Como resposta ao esvaziamento das áreas afetadas, forças policiais realizam patrulhas ostensivas nos bairros abandonados para impedir saques e saquear de propriedades.