
Concessionária de luxo do PCC e CV
Band TV
A polícia descobriu uma concessionária de carrões de luxo usada para lavar dinheiro do Comando Vermelho e do PCC em Osasco, na região metropolitana da capital paulista.
A Justiça determinou intervenção na empresa ligada à concessionária. Segundo a Polícia Federal (PF), o esquema enviou quase sete toneladas de cocaína para a Europa e para a Ásia, em cinco anos, e movimentou mais de R$ 1 bilhão.
A investigação avançou depois que a Receita e a Polícia Federal apreenderam remessas de cocaína do grupo nos portos do Rio de Janeiro. Foram pelo menos seis carregamentos encontrados em sacos de café e cimento.
No fim da semana passada, a Polícia Federal realizou operações em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. Nove pessoas foram presas.
Em Igaratá, no interior do estado de São Paulo, a Rota foi recebida a tiros por um dos integrantes do PCC investigado pela PF. Rildo dos Reis Cerqueira estava em uma chácara de luxo quando foi encontrado pelos agentes.
O criminoso foi atingido e levado sob custódia para o hospital. Nenhum agente ficou ferido. Investigações apontam que ele atuava como fornecedor de cocaína da facção na Bolívia, sendo o elo entre os laboratórios estrangeiros e as ruas de São Paulo.
A rede internacional e complexa tem ramificações na América do Sul, Europa e Ásia. Dos países produtores como Peru e Bolívia, a droga entra no Brasil, com apoio do CV e do PCC, a cocaína vai para os portos brasileiros e depois para a Europa, principalmente Bélgica, Eslovênia e Espanha.
Em uma das apreensões, em 2024, a Polícia Federal encontrou cocaína, em uma carga de sal marinho. Quando os agentes da Receita fizeram a testagem para saber se o material encontrado era cocaína, o resultado foi positivo.
As investigações continuam para identificar outros traficantes que fazem parte da organização criminosa.
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