Jornal da Band

Crimes virtuais contra menores crescem 78% em férias escolares

Alerta da Polícia Civil de São Paulo aponta aumento dos registros durante o dia, motivado pela falta de supervisão e pelo maior tempo de exposição de crianças e adolescentes às redes sociais

Roberta Scherer
ROBERTA SCHERER

24/07/2026 • 07:00 • Atualizado em 24/07/2026 • 07:00

O período de férias escolares exige atenção redobrada dos pais e responsáveis. Durante esse intervalo, quando crianças e adolescentes passam mais tempo navegando na internet sem supervisão constante, o número de crimes cibernéticos contra o público infantojuvenil registra uma alta expressiva.

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Dados do Núcleo de Observação da Polícia Civil de São Paulo indicam um crescimento de 78% nos registros desse tipo de ocorrência nas últimas semanas em comparação com o mesmo período do ano passado. Além do aumento nos índices, os investigadores notaram uma mudança na dinâmica dos ataques: se antes os abusos se concentravam no período da noite e da madrugada, durante as férias eles passam a ocorrer em plena luz do dia.

Riscos nos chats e busca por pertencimento

Os principais pontos de perigo estão concentrados em aplicativos de mensagens e salas de bate-papo (chats). A Polícia Civil alerta para a exposição dos jovens a conteúdos violentos e abusivos, que incluem:

  • Crimes contra a dignidade sexual;
  • Indução e instigação à automutilação;
  • Imagens e relatos de maus-tratos a animais e sadismo.

Outro ponto crítico levantado pelas autoridades é o risco de as próprias vítimas se tornarem autoras de infrações. Ao buscarem aceitação e pertencimento em grupos virtuais, muitas vezes controlados por criminosos, crianças e adolescentes cumprem "desafios" e passam a induzir outros jovens a práticas nocivas, banalizando condutas ilícitas no ambiente digital.

Dicas e estratégias de prevenção

Para mitigar os riscos e proteger os menores, especialistas e autoridades recomendam uma combinação de diálogo, monitoramento técnico e observação do comportamento no dia a dia:

  • Controle de tempo e aplicativos: Utilizar ferramentas e softwares de controle parental para delimitar o tempo diário de uso de telas e restringir o acesso a plataformas inadequadas.
  • Supervisão e diálogo: Mante-se informado sobre os aplicativos utilizados pelos filhos e conversar abertamente sobre os perigos do contato com desconhecidos na rede.
  • Atenção aos sinais comportamentais: Ficar atento a mudanças bruscas de atitude no convívio familiar, como isolamento social repentino, queda de rendimento, oscilações de humor e agressividade.

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