Resumo
Prisão injusta de João Vittor Santos da Silva ocorreu por erro no cumprimento de mandado, levando o jovem a passar 15 dias detido na região metropolitana de Fortaleza e impedindo-o de comemorar o Natal e o Ano Novo em família.
Confusão de identidade entre João Vittor e um foragido investigado por associação criminosa com o mesmo nome resultou na prisão do inocente, pois a Polícia Civil não observou a diferença na filiação (nome da mãe) durante a abordagem no local de trabalho.
Envio incorreto de dados pela Polícia Civil ao Tribunal de Justiça do Ceará provocou a expedição do mandado para o homônimo errado, causando desgaste físico e emocional em João Vittor, que relatou febre, dores de cabeça e ausência de atendimento médico durante o período de encarceramento.
O que deveria ser um período de celebração em família transformou-se em um pesadelo para o jovem João Vittor Santos da Silva. Por um erro no cumprimento de um mandado de prisão, o rapaz passou 15 dias detido injustamente na região metropolitana de Fortaleza, perdendo as festas de Natal e Ano Novo atrás das grades.
João Vittor foi preso na véspera de Natal enquanto estava no trabalho. O alvo original da Polícia Civil era um foragido investigado por associação criminosa que possui o mesmo nome da vítima. No entanto, embora os nomes fossem idênticos, a filiação (nome da mãe) era diferente — um detalhe crucial que não foi observado no momento da detenção.
Falha na comunicação
Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará, a falha teve origem no envio de dados pela Polícia Civil. A instituição teria encaminhado a filiação de forma incorreta para a Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Fortaleza, o que levou à expedição do mandado de prisão para o homônimo inocente em vez do verdadeiro suspeito.
Após ser solto na última semana, João Vittor descreveu o período na penitenciária como de extremo desgaste físico e emocional. O jovem relatou ter enfrentado febre e fortes dores de cabeça durante o cárcere. "Fiquei cinco dias sem dormir, com febre e dor de cabeça, e não dão remédio", desabafou o rapaz ao deixar a unidade prisional.
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