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'Ladrão de oxigênio' e 'Bonitão': os vulgos de Marcola para enganar polícia

Documento da Polícia Civil cita conversas onde suspeitos mencionam contatos específicos, associando os codinomes às hierarquias dentro da estrutura criminosa

LUCAS MARTINS

19/06/2026 • 11:37 • Atualizado em 19/06/2026 • 11:38

Um relatório da Polícia Civil de São Paulo revelou uma série de alcunhas utilizadas para se referir a Marco Willher Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como um dos principais líderes da facção criminosa PCC.

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Segundo as informações extraídas de documentos oficiais e diálogos interceptados durante as investigações, o criminoso é identificado no meio policial e por seus comparsas através de diversos codinomes. Entre as nomenclaturas listadas no relatório estão: 'Ladrão de oxigênio', 'Playboy', 'Bonitão', 'Magrelo' e 'Quarenta'.

O levantamento policial, que também aborda detalhes de investigações envolvendo outros nomes do cenário criminal, destaca como essas comunicações internas, muitas vezes realizadas via aplicativos de mensagens, utilizam apelidos para tentar ocultar a identidade dos integrantes da alta cúpula da facção durante o planejamento de atividades ilícitas. O documento cita, ainda, conversas onde suspeitos mencionam contatos específicos, associando os codinomes às hierarquias dentro da estrutura criminosa.

Além de Marcola, a investigação também aponta outros nomes influentes no esquema de lavagem de dinheiro, que envolvia uma transportadora de cargas no interior de São Paulo. O relatório cita o irmão de Marcola, Alejandro Herbas Camacho, o Marcolinha, além de outros operadores financeiros como Everton de Souza, o 'Playboy', e Ciro César Lemos, administrador da transportadora lado a lado, apontada como centro do esquema.

A influenciadora Deolane Bezerra também aparece no relatório da Polícia Civil por ter recebido depósitos fracionados, sempre com valores inferiores a R$ 10 mil, que somados totalizaram mais de R$ 1 milhão. Em depoimento, a influenciadora negou irregularidades, afirmando que os valores seriam referentes a uma prestação de serviço como advogada. Com o avanço das apurações sobre a lavagem de dinheiro, Deolane Bezerra acabou se tornando ré no mesmo processo.