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Militar da Guarda Nacional morre após ser baleada perto da Casa Branca

Outro soldado atingido no ataque em Washington, Andrew Wolfe, de 24 anos, segue internado em estado grave

Da redação
DA REDAÇÃO

28/11/2025 • 11:02 • Atualizado em 28/11/2025 • 11:02

Sarah Beckstrom, militar da Guarda Nacional dos EUA, morre após ser baleada perto da Casa Branca

Sarah Beckstrom, militar da Guarda Nacional dos EUA, morre após ser baleada perto da Casa Branca

REUTERS/Nathan Howard

Uma militar da Guarda Nacional, identificada como Sarah Beckstrom, de 20 anos, que foi baleada durante um ataque próximo a Casa Branca, em Washington, não resistiu aos ferimentos e morreu. A informação foi divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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O outro soldado atingido no ataque, Andrew Wolfe, de 24 anos, segue internado em estado grave.

Em publicação nas redes sociais, o general Steven Nordhaus, chefe do gabinete da Guarda Nacional, declarou que está com o coração partido com a morte da militar e se solidarizou com a família e amigos.

“Estamos profundamente tristes ao saber que a soldado Sarah Beckstrom, uma das nossas heroínas da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental, que foi brutalmente atacada enquanto defendia a nossa nação e as nossas liberdades, faleceu devido aos ferimentos sofridos. As nossas mais sinceras condolências à família e aos amigos da soldado”, escreveu Steven Nordhaus na plataforma X, antigo Twitter.

“Os nossos corações, orações e apoio estão com eles e com os seus colegas da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental. Toda a Guarda Nacional lamenta a sua perda”, finalizou.

Ataque perto da Casa Branca

Segundo as autoridades, um homem abriu fogo na tarde de quarta-feira (horário local) no centro da capital Washington contra dois membros da Guarda Nacional. Os disparos ocorreram a apenas dois quarteirões a noroeste da Casa Branca, perto de uma estação de metrô.

O vice-chefe de polícia de Washington, Jeffery Carroll, afirmou que o agressor "virou a esquina" e imediatamente atirou nos guardas, conforme mostra um vídeo analisado pelos investigadores. Em coletiva de imprensa, a prefeita de Washington, Muriel Bowser, classificou o ataque como "deliberado".

De acordo com a mídia americana, pelo menos uma das vítimas revidou os tiros. Outras forças de segurança que ouviram os disparos correram para o local e conseguiram dominar o suspeito após ele ser baleado, informou Carroll.

Ambos os soldados estavam armados no momento do ataque e até agora não foram confirmados detalhes sobre como e quem revidou os disparos.

Quem é o suspeito

O suspeito é R. L, um cidadão afegão de 29 anos que entrou nos Estados Unidos em 2021 com um visto especial. O FBI investiga o caso como um possível atentado terrorista. As autoridades acreditam que ele tenha agido sozinho.

A emissora Fox News noticiou que o suspeito trabalhou com o exército americano e a Agência Central de Inteligência (CIA) no Afeganistão, chegando aos Estados Unidos um mês após a retirada abrupta das forças americanas do país asiático.

Citando o diretor da CIA, John Ratcliffe, a Fox informou que o suspeito atuou com os Estados Unidos em Kandahar, no sul do Afeganistão, onde se localizava uma das maiores bases militares americanas.

Trump culpou diretamente Joe Biden pelo incidente, alegando que o suspeito entrou no país ao abrigo de um programa que procurava acolher afegãos após o regresso do talibã ao poder. "Temos agora de voltar a examinar todos os estrangeiros que entraram no nosso país vindos do Afeganistão", disse Trump em um vídeo oficial divulgado pela Casa Branca.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou o envio de 500 soldados adicionais para a capital americana, elevando o total para mais de 2.500.

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