A declaração de óbito de Ricardo Godoi, empresário de 46 anos que morreu após ser anestesiado para fazer uma tatuagem em Itapema, litoral de Santa Catarina, diz que o uso de anabolizantes pode ter contribuído para a morte.
A família, no entanto, diz que ele não usava as substâncias há cinco meses e que passou por uma bateria de exames para garantir que poderia efetuar os procedimentos com segurança.
O corpo do influenciador foi exumado nesta quarta-feira (22) para passar por perícia. A investigação pretende avaliar se ele estava apto a tomar anestesia geral e identificar a causa exata do óbito.
Segundo o estúdio de tatuagem que faria o desenho, Ricardo Godoi morreu no começo da sedação e da intubação, quando teve uma parada cardiorrespiratória. A intervenção foi feita em um hospital particular, com acompanhamento de anestesista.
Anestesia para tatuagem
A prática de tatuagem com procedimentos de anestesia tem crescido nos últimos anos no Brasil. Com o paciente anestesiado, os profissionais conseguem tatuar por até oito horas seguidas. Em uma única sessão, fazem o trabalho que poderia levar meses – e sem causar dor no cliente.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) não proíbe o uso de anestesia geral para procedimentos não cirúrgicos, mas a prática envolve riscos. A médica anestesista Laís de Oliveira explica que a sedação é menos invasiva que a anestesia geral, mas ressalta que, nos dois casos, a presença de um especialista é indispensável.
“Existem locais que fazem sem a estrutura adequada, os materiais adequados e sem o anestesista presente. Isso é muitíssimo arriscado, o anestesista é o especialista em qualquer tipo de intercorrência que possa ocorrer com o paciente.”
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