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MP investiga ação de policiais que mataram jovem em surto no RS

Familiares de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, teriam acionado os agentes para conter um surto psiquiátrico

GABRIELA DIAS

17/11/2025 • 10:33 • Atualizado em 17/11/2025 • 10:33

O Ministério Público cobra uma explicação sobre a ação dos policiais que terminou com a morte de um jovem com esquizofrenia na frente da família na zona norte de Porto Alegre em 15 de setembro. A corregedoria das polícias Militar e Civil alegaram legítima defesa.

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Os policiais militares haviam sido chamados por familiares de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, que estaria em um surto psiquiátrico e sob efeito de drogas.

Por não estar armado, a família alega que o homem não demonstrava perigo à vida dos agentes e que a ação teria sido extremamente violenta. Os agentes que alegaram legítima defesa, seguem trabalhando normalmente.

Entenda o que aconteceu

As imagens mostram o início da ocorrência quando um dos policiais, portando uma arma de choque, encontra Herick no chão de um quarto, acompanhado da mãe, da avó e da tia. A mãe relata ao agente que o filho usou cocaína pela manhã e novamente à tarde, e que ele expressou a intenção de cometer suicídio por overdose. Ela menciona o desejo de interná-lo e de chamar o SAMU.

A conversa inicial dura cerca de dois minutos. O policial tenta acalmar o jovem, afirmando que a intenção é ajudar e não causar tumulto ou machucá-lo. No entanto, Herick está descontrolado e grita repetidamente para que "atirarem nele".

O policial dispara a arma de choque várias vezes contra Herick, mas o rapaz avança sobre o agente, que cai. O policial então ordena que as mulheres se afastem e atira no jovem com a arma de fogo. A outra policial também efetua disparos. Herick é atingido por quatro tiros.

No momento dos disparos, a família se desespera, e a mãe grita que chamou a polícia para ajudar, mas eles mataram seu filho.

A família de Herick também se revolta com o teor de uma conversa entre os policiais antes e logo após a morte do rapaz. Na ida à casa da vítima, os agentes dizem que ‘tem que fritar esse louco’. Já no caminho de volta para o batalhão, os agentes riem. Em áudio da câmera corporal, um dos policiais diz: "não tinha o que fazer" e outro afirma: "eu sou para-raio de ladaia", em meio a risadas.