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Mulher é presa em operação contra fraude com obras de arte no RJ

Segundo a investigação, a mulher utilizava promessas de negócios lucrativos para induzir a vítima a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. Prejuízo causado ultrapassa R$ 2 milhões

Da redação
DA REDAÇÃO

03/06/2026 • 10:56 • Atualizado em 03/06/2026 • 10:56

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (3), a operação Tela Falsa, contra um esquema criminoso de estelionato e apropriação indébita relacionado à negociação fraudulenta de obras de arte e imóveis de alto padrão. O prejuízo causado ultrapassa R$ 2 milhões.

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As diligências têm o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão em endereços ligados aos alvos em Ipanema, Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e no município de Niterói. Até o momento, duas pessoas foram presas e uma obra de arte foi localizada.

A investigação revelou que a principal investigada teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança da vítima. Se apresentando como advogada e herdeira de grande patrimônio, ela teria convencido a vítima a participar de supostos negócios milionários envolvendo a venda de um imóvel em Copacabana e a comercialização de obras de arte de elevado valor.

Segundo a investigação, a mulher utilizava promessas de negócios lucrativos para induzir a vítima a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros.

Ao longo das diligências, os agentes reuniram elementos que revelaram a utilização de documentos aparentemente falsificados, comprovantes bancários sem lastro financeiro e cheques posteriormente devolvidos por fraude. Os prejuízos identificados ultrapassam R$ 2 milhões, além do desaparecimento ou negociação não autorizada de obras de arte pertencentes à vítima.

Durante a apuração, surgiram elementos relacionados à participação de outras pessoas. Diante do cenário, a ação desta quarta busca colher elementos para aprofundar as investigações, identificar a destinação dos valores obtidos, localizar bens eventualmente relacionados aos crimes e promover a responsabilização dos envolvidos.