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Musicista e conselheira escolar: quem era a brasileira que morreu atropelada no Canadá

Atropelamento em festival de rua em Vancouver deixou 11 mortos e vários feridos; motorista foi indiciado por homicídio

da redação com Deutsche Welle
DA REDAÇÃO COM DEUTSCHE WELLE

28/04/2025 • 07:36 • Atualizado em 28/04/2025 • 07:36

Brasileira morre atropelada em festival em Vancouver, no Canadá

Brasileira morre atropelada em festival em Vancouver, no Canadá

Reprodução

A brasileira Kira Salim, de 34 anos, está entre as vítimas do atropelamento que deixou 11 mortos em um festival de rua em Vancouver, no Canadá. A informação foi confirmada pelo Grupo Bandeirantes com fontes locais.

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As autoridades de Vancouver prenderam um homem de 30 anos. Segundo Steve Rai, chefe da polícia local, afirmou que o suspeito do atropelamento, identificado como Kai-Ji Adam, agiu sozinho e foi indiciado por homicídio.

"Neste momento, estamos confiantes de que o incidente não foi um ato de terrorismo", afirmou o departamento de polícia de Vancouver.

O carro usado no atropelamento, um SUV preto, invadiu a rua quando milhares de pessoas comemoravam o Lapu-Lapu Day, festival anual que celebra o líder indígena filipino Datu Lapu-Lapu, que enfrentou os colonizadores espanhois liderados por Fernão de Magalhães na Batalha de Mactan, em 1521, tornando-se um herói nacional.

Quem era Kira Salim

Segundo informações divulgadas por sua família, Kira Salim vivia no Canadá desde 2022 junto com seu marido, uma cachorra e cinco gatos. Ela nasceu no Rio de Janeiro, filha de filha de mãe argentina e pai gaúcho, e se formou musicista na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) em 2015.

Kira concluiu um mestrado em Intervenção Psicológica no Desenvolvimento e Educação na Universidad Europea del Atlántico, na Espanha, e era registrada como conselheira clínica pela Associação de Conselheiros Clínicos da Colúmbia Britânica (BCACC), no Canadá. Desde 2024 ela trabalhava como conselheira escolar na Fraser River Middle School, na cidade de New Westminster.

Em suas redes sociais, Kira afirmava que seu objetivo era "facilitar e orientar jovens e comunidades marginalizadas para prosperarem em suas vidas".

Ela trabalhou anteriormente como professora de música de ensino médio e ajudou a adaptar acomodações acadêmicas especiais para estudantes neurodivergentes e com deficiências. Segundo sua família, Kira era uma defensora da causa animal e dos direitos humanos, especialmente da causa LGBT.