Bora Brasil

Operação mira esquema milionário de furto de petróleo no RJ

Prejuízo é estimado em mais de R$ 1,5 milhão à Transpetro

CLARA NERY

30/09/2025 • 08:58 • Atualizado em 30/09/2025 • 08:58

Operação mira esquema milionário de furto de petróleo no RJ

Operação mira esquema milionário de furto de petróleo no RJ

Reprodução/Bora Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro em conjunto com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados deflagrou, nesta terça-feira (30), uma operação contra uma quadrilha responsável por furto de petróleo em dutos da Transpetro. O prejuízo é estimado em mais de R$1,5 milhão à estatal.

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A operação busca cumprir três mandados de busca e apreensão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em endereços estratégicos ligados aos investigados. O objetivo é arrecadar documentos, equipamentos, veículos, celulares, mídias eletrônicas e outros objetos que possam comprovar a extensão da atividade ilícita, e identificar possíveis novos integrantes da rede criminosa.

As investigações iniciais apontaram a atuação de Clebson Aquilino Alves e integrantes de seu núcleo familiar em atividades suspeitas na Transpetro, além de Elton Nunes de Andrade, reincidente em furtos de combustíveis. Segundo informações da polícia, eles utilizavam empresas de fachada, documentos falsificados e veículos registrados em nome de terceiros para manter o esquema.

O inquérito teve início em dezembro de 2023, quando equipes da Transpetro detectaram em um dos dutos, em Queimados, alterações na vegetação que indicavam movimentação suspeita. Com o apoio de policiais da DDSD, constataram a existência de uma derivação clandestina subterrânea, instalada com mangueiras e válvulas camufladas com concreto e cobertura vegetal.

Durante as apurações, foram constatadas tentativas de ocultação patrimonial, depoimentos contraditórios e a utilização de caminhões-pipa, automóveis e motocicletas como parte da logística criminosa. Denúncias recebidas pelo Disque Denúncia indicaram ainda a utilização de imóveis no bairro Parque Eldorado, em Duque de Caxias, como refinarias clandestinas e pontos de adulteração de derivados de petróleo.

Segundo a DDSD, esse tipo de crime, além de prejuízos à Transpetro, pode causar grave risco à coletividade, com risco de provocação de incêndios de grandes proporções, explosões, contaminação do solo e do lençol freático, danos ambientais irreversíveis e até desabastecimento energético.