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Operação mira quadrilha especializada em receptação de celulares roubados em SP

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, quadrilha investigada há três meses movimentava até 30 celulares por dia

Da redação
DA REDAÇÃO

04/11/2025 • 07:59 • Atualizado em 04/11/2025 • 07:59

Polícia Civil de São Paulo

Polícia Civil de São Paulo

Polícia Civil de São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (4), a fase final da Operação Mobile Strike, para desarticular uma organização criminosa especializada na receptação qualificada de aparelhos celulares roubados e furtados.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública, são cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e diversos mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Itaquá, Mauá, Suzano e Hortolândia.

Conforme as investigações, a quadrilha mantinha uma estrutura hierarquizada e bem definida, com divisão de funções entre os integrantes. Havia desde os responsáveis pela subtração dos aparelhos, os chamados “roubadores”, até intermediários e revendedores que abasteciam o comércio clandestino, inclusive com remessas ao exterior.

Estima-se que o grupo movimentasse entre 20 e 30 celulares por dia, “revelando o alto lucro obtido com a atividade ilícita e seu impacto direto na segurança urbana”.

Com base em três meses de investigação e no uso de tecnologias de monitoramento e cruzamento de dados, a Polícia Civil conseguiu mapear com precisão o funcionamento do grupo e identificar seus principais integrantes.

“Ao atacar os elos responsáveis pela circulação e revenda dos aparelhos, a corporação busca enfraquecer não apenas essa organização, mas também as conexões que mantêm vivo o mercado paralelo de celulares roubados”, informou a Polícia Civil.

Cerca de 110 policiais civis participam da ofensiva. Todo o material apreendido e os suspeitos detidos estão sendo encaminhados à sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

A Mobile Strike é a segunda fase de uma ofensiva mais ampla que busca desarticular redes envolvidas na cadeia criminosa de receptação e revenda de celulares, um mercado ilegal que fomenta outros crimes patrimoniais, como furtos e roubos violentos.

A operação foi planejada para atingir o núcleo financeiro e logístico da quadrilha, enfraquecendo as estruturas que sustentam o comércio ilegal de dispositivos.