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Operação mira furto de petróleo da Transpetro em fazenda da família Garcia

Ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina

da redação com clara nery
DA REDAÇÃO COM CLARA NERY

22/01/2026 • 09:12 • Atualizado em 22/01/2026 • 09:12

Polícia Civil do Rio de Janeiro

Polícia Civil do Rio de Janeiro

Divulgação/PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (22), a operação “Haras do Crime”, contra uma organização criminosa envolvida no furto de petróleo por meio de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro. A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

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Um dos alvos da operação é uma fazenda em Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local pertence à família Garcia, de contraventores, especificamente às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro.

Segundo a Polícia Civil do Rio, a operação acontece em conjunto com o Ministério Público, com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Polícia Civil de São Paulo. Até o momento, sete pessoas foram presas.

A operação visa capturar os principais integrantes da organização criminosa e apreender provas materiais e documentais do esquema, além de garantir a interrupção imediata das atividades ilegais. Segundo as investigações, o grupo possui uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual, focado na prática reiterada de subtração ilícita de petróleo de oleodutos.

“O modus operandi identificado pela investigação demonstrou a existência de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque e, assim, era concretizado o transporte clandestino do produto por rotas interestaduais. Por fim, o insumo era comercializado mediante a notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas fachadas”, informou a Polícia Civil.

Ainda conforme as investigações, foram comprovadas tentativas de intimidação reiteradas de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados na prática.

Durante as diligências investigativas, foi identificado que o núcleo operacional da organização criminosa também foi escolhido de forma estratégica.

Após diversos trabalhos de inteligência, como coleta de depoimentos, arrecadação de provas materiais e análise de documentação, agentes conseguiram comprovar o crime e identificar os indivíduos responsáveis pelo esquema. Segundo os policiais, os investigados também constam como réus em outros processos.

“A operação busca inibir o crime, que não se restringe ao aspecto patrimonial, uma vez que a perfuração indevida de oleodutos representa risco concreto ao meio ambiente, pode causar vazamentos de grandes proporções, contaminação de corpos hídricos e ameaça direta à segurança de populações inteiras”, afirmou a corporação.