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Oposição anuncia conjunto de ações contra homenagem a Lula na Sapucaí

Antes mesmo da apresentação ocorrer, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia negado uma liminar que pedia a proibição do desfile

Da redação
DA REDAÇÃO

18/02/2026 • 10:12 • Atualizado em 18/02/2026 • 10:12

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, cujo enredo homenageou a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se o centro de uma intensa batalha jurídica em Brasília. Antes mesmo da apresentação ocorrer, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia negado uma liminar que pedia a proibição do desfile, embora os ministros tenham alertado para o risco de condutas que pudessem configurar crime eleitoral na avenida.

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As alegações da oposição

Parlamentares da oposição e o Partido Liberal (PL) anunciaram um conjunto de ações no TSE e no Tribunal de Contas da União (TCU). As principais frentes de acusação incluem:

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Propaganda antecipada: Alegação de que o desfile serviu como palanque eleitoral fora do período permitido.

Abuso de poder: Questionamento sobre o uso de poder político e econômico na organização do evento.

Inelegibilidade: A oposição pretende pedir que a chapa de Lula seja considerada inelegível quando a campanha for formalizada.

Devassa nas contas: O PL solicitará a abertura das contas da escola para verificar se houve patrocínio de estatais ou empresários a pedido do governo, ou qualquer uso de dinheiro público.

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Defesa e posicionamento da escola

O Partido dos Trabalhadores (PT) defendeu a legalidade da homenagem, classificando-a como um exercício legítimo da manifestação artística e cultural. Segundo o partido, foram tomados cuidados para que nem o presidente nem a primeira-dama, Janja, desfilassem, justamente para evitar irregularidades eleitorais.

A Acadêmicos de Niterói, por sua vez, emitiu uma nota afirmando estar a sofrer perseguição por enfrentar setores conservadores. A escola destacou ainda o teor crítico do seu desfile, que chegou a retratar o ex-presidente Jair Bolsonaro como um "palhaço encarcerado".

O caso segue agora sob análise das instâncias judiciais em Brasília, onde será decidido se as manifestações na avenida ultrapassaram os limites da liberdade de expressão artística.