
Daniel Kollet
Reprodução/Bora Brasil
O número de mulheres que denunciaram o médico cardiologista Daniel Kollet, de 55 anos, subiu para 40, de acordo com as atualizações mais recentes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O profissional, que possui um currículo extenso como ex-diretor técnico de hospital e ex-professor universitário, está preso preventivamente sob a acusação de estupro e estupro de vulnerável.
As investigações apontam um padrão de comportamento nas consultas. Segundo os depoimentos das vítimas, Kollet orientava as pacientes a ficarem nuas ou seminuas, sob pretexto de exames clínicos, momento em que passava a tocá-las e acariciá-las de forma inapropriada.
Um dos relatos mais graves detalha que o médico teria prescrito medicamentos controlados desnecessários para uma paciente. O objetivo seria duplo: garantir que ela retornasse mais vezes ao consultório e mantê-la em estado de letargia (dopada) durante os atendimentos, facilitando os abusos. A mulher descobriu posteriormente, com outros profissionais, que não possuía indicação médica para tal medicação.
"Ao final de cada atendimento, o médico pedia para que as pacientes mantivessem segredo sobre o que ocorria dentro do consultório", afirmou o delegado responsável pelo caso.
Defesa
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS) informou, por meio de nota oficial, que já tomou as medidas administrativas cabíveis para investigar os fatos no âmbito profissional, o que pode resultar na cassação do registro médico.
A defesa de Daniel Kollet, que já teve acesso integral aos inquéritos, manifestou-se com os seguintes pontos:
O médico nega veementemente todas as acusações e os advogados alegam que parte das denúncias refere-se a casos antigos ou provém de pessoas que sequer eram pacientes do cardiologista.
A equipe jurídica já protocolou um pedido de liberdade, que aguarda decisão judicial.
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