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Bunker do crime: drogas e armas são encontradas em escola no Rio

Os agentes encontraram no interior da escola armas de guerra, incluindo dois fuzis, uma pistola e granadas

Da redação
DA REDAÇÃO

20/11/2025 • 10:00 • Atualizado em 20/11/2025 • 10:00

Escola bunker

Escola bunker

Reprodução/Band

Uma operação de forças integradas das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, na Zona Oeste da cidade, revelou que uma escola municipal estava sendo usada como "bunker" de drogas e armas da facção criminosa Comando Vermelho. O local foi cercado por blindados da Polícia Militar, e as aulas foram suspensas.

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A ação, que mobilizou a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e outros batalhões, encontrou no local grande quantidade de drogas, incluindo cocaína, maconha e crack.

Escola era usada como depósito estratégico

Segundo a investigação, a escola foi escolhida pelo Comando Vermelho como um depósito e ponto de produção de maconha e cocaína para tentar driblar as operações policiais e o cerco ao crime organizado na capital fluminense.

Os agentes encontraram no interior da escola armas de guerra, incluindo dois fuzis, uma pistola e granadas.

O comentarista Andrey Mattos ressalta a natureza inacreditável do fato: "Inacreditável. Arma e droga. Tudo isso, né? Apreendido e sendo guardado dentro de uma escola".

Resgate e prisões

A operação na Zona Oeste resultou em um total de 18 pessoas presas.

A polícia também conseguiu resgatar um mototaxista que era mantido em cativeiro na região desde o domingo anterior. Ele foi sequestrado após ser confundido com um miliciano e sofreu agressões e ameaças no cativeiro.

Quando a ação começou, um grupo de traficantes tentou fugir, sendo perseguido e trocando tiros com policiais militares. Quatro criminosos foram baleados, e dois deles morreram.

Impacto na comunidade

Como resultado dos intensos tiroteios na região, 16 escolas e duas unidades de saúde foram fechadas, causando a suspensão das aulas e dos atendimentos.

O comentarista Andrey Mattos destaca que o controle territorial exercido por facções e milícias nessas regiões é frequentemente imposto de forma autoritária: "Nada muitas vezes, né? E a gente registrando Cintia... tem ficado cada vez mais evidente a ações integradas. Justamente, não é o Comando Vermelho elegendo aquele lugar como um bunker ali para guardar de fato os armamentos, drogas, mercadorias, não é? E a gente sabe muitas vezes como essas regiões, né? Estão sob o controle do crime organizado também de milícias, né? Do tipo cala a boca eu vou guardar aqui e acabou, né? Ninguém pode nem fazer nada".