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Polícia fecha “central do golpe” na Faria Lima, em São Paulo

Doze suspeitos foram encaminhados à sede da DCCIBER para verificação de sua participação nos golpes

Da redação
DA REDAÇÃO

23/01/2026 • 09:24 • Atualizado em 23/01/2026 • 09:24

Resumo

Ação policial resultou no fechamento de uma central de golpes instalada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, com apreensão de documentos e identificação de uma empresa híbrida dedicada tanto a cobranças legítimas quanto ilegais.

Investigação revelou que o golpe consistia em abordagem de vítimas, principalmente idosos, com base em dados ilícitos, utilizando ameaças, envio de mensagens falsas simulando ordens judiciais e promessas de bloqueio de benefícios para forçar pagamentos indevidos.

Apuração apontou existência de estrutura criminosa envolvendo empresas com sócios e dados compartilhados, atuação em outros endereços como Carapicuíba e encaminhamento de doze suspeitos à sede da DCCIBER para investigação de participação nos crimes.

Policiais do DEIC fecharam na última quinta-feira (22) uma “central de golpes” instalada na Avenida Faria Lima, considerada uns dos mais importantes centros financeiros do Brasil, em São Paulo.

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A localização da base na região funcionava para dar legitimidade à cobrança, com empresa híbrida, parte dedicada a cobranças legítimas, parte dedicada a cobranças ilegais. No local foi apreendida documentação utilizada durante os contatos.

Como funcionava o golpe?

As apurações da polícia permitiram identificar o esquema da falsa central de cobrança. O golpe consistia em, a partir de informações obtidas de maneira ilícita, procurar pessoas com a alegação sobre recuperação de "créditos podres".

As vítimas, principalmente idosos, eram convencidas a ressarcir valores aos quais não estavam devendo. O sucesso era possível devido ao nível de ameaças dos operadores. A estratégia era de envio massivo de mensagens simulando principalmente ordens judiciais e bloqueios de CPF.

As pessoas eram direcionadas ao atendimento telefônico. Os operadores alegam ser de setores de cobrança, jurídico e do Judiciário. Então os argumentos prometiam penhoras, protestos e bloqueios em benefícios.

Os levantamentos constataram que os envolvidos criaram uma estrutura criminosa na qual empresas responsáveis pela operação compartilhavam sócios, endereços, dados operacionais e contábeis. Os policiais também estiveram em uma base dos criminosos em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Doze suspeitos foram encaminhados à sede da DCCIBER para verificação de sua participação nos golpes. Quatro suspeitas de aplicar golpes financeiros foram presas, mas foram liberadas mediante o pagamento de fiança.

O caso foi registrado como associação criminosa na 4ª Delegacia da DCCiber. As investigações prosseguem.