
Operação do Garra/Dope em São Paulo
Reprodução/Band
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), uma operação contra o crime organizado envolvido em roubos de residência no estado.
A megaoperação da Polícia Civil de São Paulo mobilizou cerca de 20 viaturas, quatro delegados e 80 policiais para o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e outros dois de prisão.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os mandados são cumpridos na Zona Oeste da capital e no interior de São Paulo.
“São diversos mandados judiciais, que serão cumpridos na capital e no interior de São Paulo. Provavelmente, nas próximas horas, teremos pessoas presas”, declarou o delegado do Garra/Dope, Tom Blumer.
Investigações da morte de ex-delegado-geral
Ainda conforme o delegado, diligências referente ao assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, seguem acontecendo. Ele foi morto durante uma emboscada em Praia Grande, no litoral do estado, em 15 de setembro.
“O Garra/Dope, através da equipe de intervenções estratégicas que está participando da força-tarefa da delegacia-geral que está investigando a autoria do crime envolvendo o ex-delegado-geral doutor Ruy Ferraz Fontes. As investigações estão avançadas (...). É uma grande força-tarefa que, provavelmente, nos próximos dias também terá mais pessoas presas, mais respostas a esse crime horrendo e violento que ceifou a vida da nossa autoridade”, acrescentou o delegado.
Suspeitos identificados
Até o momento, a Polícia Civil já identificou oito suspeitos de envolvimento na execução do ex-delegado-geral da instituição. A Justiça decretou a prisão temporária do homem, que permanece foragido.
A identificação foi possível após a polícia encontrar as impressões digitais do suspeito em uma casa em Mongaguá, no litoral paulista, que teria sido usada como um dos "quartéis-generais" para o planejamento e execução do crime.
Segundo a investigação, o imóvel foi alugado por Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, um dos primeiros suspeitos identificados e que, segundo a polícia, tem relação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
As impressões digitais de Flávio também foram encontradas em um veículo Renegade, abandonado pelos criminosos na fuga, em Praia Grande. Uma perícia detalhada no imóvel de Mongaguá resultou na coleta de dezenas de digitais e outros materiais que podem ajudar a identificar mais envolvidos.
Até o momento, a polícia identificou oito suspeitos no total, e todos tiveram mandados de prisão temporária expedidos. Quatro deles estão presos, e os outros quatro seguem foragidos.
Linhas de investigação e veículos do crime
Nenhum dos suspeitos identificados até agora foi apontado como mandante do crime. A motivação do assassinato ainda não foi determinada pela polícia, que trabalha com duas linhas principais de investigação: a de que o crime pode ter sido uma retaliação do PCC contra Ruy Ferraz por seu histórico de combate à facção; ou a de que o assassinato está ligado à última atuação do ex-delegado-geral como secretário de administração de Praia Grande.
O crime aconteceu no dia 15 de maio, quando a vítima foi alvo de uma emboscada ao sair da sede da prefeitura. Ao menos 12 disparos de fuzil atingiram Ruy Ferraz.
Os suspeitos utilizaram pelo menos três veículos durante a ação: uma caminhonete Hilux preta, onde estavam os atiradores, que foi queimada após a emboscada; o veículo Renegade, abandonado na fuga; e um terceiro carro, um Logan branco, usado para monitorar a vítima, que ainda não foi localizado.
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