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Polícia prende ‘Mentor de Barricadas’ em operação contra ferros-velhos do Comando Vermelho

Segundo a Polícia Civil do RJ, Cosme Rogério Ferreira Dias financia e viabiliza material para a construção das barreiras que impedem a passagem de moradores e limita o acesso a serviços básicos

da redação com clara nery
DA REDAÇÃO COM CLARA NERY

18/11/2025 • 09:52 • Atualizado em 18/11/2025 • 09:52

Polícia Civil do Rio de Janeiro

Polícia Civil do Rio de Janeiro

Divulgação/PCERJ

A polícia do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (18), mais uma etapa da operação Contenção, a principal ofensiva contra a expansão territorial da facção Comando Vermelho. O objetivo é atacar a estrutura financeira e logística da facção.

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Entre os alvos, segundo a Polícia Civil, está o homem apontado como “Mentor de Barricadas”, identificado como Cosme Rogério Ferreira Dias, que financia e viabiliza material para a construção das barreiras que impedem a passagem de moradores e limita o acesso a serviços básicos.

Participam da operação agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Até o momento, 17 criminosos foram presos.

A ação visa a cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 217 milhões em bens e valores e interdição de oito ferros-velhos. As diligências correm no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Segundo as investigações, parte dos recursos para erguer e manter as barricadas é proveniente da receptação e comercialização de cobre e outros metais furtados.

Conforme a Polícia Civil, a apuração comprovou que ferros-velhos ligados ao tráfico de drogas funcionavam como núcleos de lavagem de dinheiro e de apoio operacional, sendo fundamentais também para financiar a instalação e reconstrução de barricadas, que impedem a entrada de forças policiais, para custear atividades de vigilância armada e manutenção de pontos de venda de drogas e para fortalecer o controle territorial em comunidades da Zona Norte, Baixada Fluminense e Região Metropolitana.

As análises financeiras revelaram movimentação ilícita superior a R$ 217 milhões, valor incompatível com as atividades declaradas pelos investigados. “Diante das provas, foram representados e deferidos ordem de bloqueio integral de valores e ativos financeiros vinculados à facção e seus operadores, sequestro de imóveis de luxo no Recreio dos Bandeirantes, utilizados para blindagem patrimonial, sequestro de veículos de alto padrão, pertencentes ao núcleo financeiro, interdição de oito ferros-velhos, centrais no escoamento de cobre furtado e lavagem de capitais, e afastamento compulsório de sócios e responsáveis legais, para cessar imediatamente a continuidade da atividade criminosa”.

O principal alvo da operação, o “Mentor de Barricadas”, se apresentava como empresário do ramo da reciclagem. As investigações, porém, revelaram que ele liderava o braço financeiro da organização criminosa.

Financiava o Comando Vermelho, lavando dinheiro oriundo da receptação de cobre, fornecia materiais para construção e reforço de barricadas e atuava como elo entre os ferros-velhos e o tráfico, promovendo a integração logística e financeira da facção.