Resumo
Prisão preventiva do professor e advogado Conrado Paulino da Rosa foi decretada em Porto Alegre após denúncias de 12 crimes, incluindo estupro, violência psicológica e cárcere privado, cometidos contra 10 mulheres desde 2013.
Investigação da Polícia Civil aponta vítimas entre ex-alunas, profissionais do direito e ex-companheiras, com depoimentos iniciados em setembro e ampliação do número de denúncias; pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público do RS e acatado pela Justiça para proteger vítimas e evitar novas agressões.
Defesa de Conrado considera a prisão indevida, argumentando existência de erros e ilegalidades no inquérito, além de parcialidade de autoridades, e informa que já tomou medidas para revogação da decisão, confiando na reversão por meio de recursos jurídicos.
O professor de direito e advogado Conrado Paulino da Rosa foi preso de forma preventiva nesta segunda-feira (2), em Porto Alegre, depois de ter sido denunciado por 12 crimes contra 10 mulheres. Entre eles estão: estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado.
O pedido de prisão foi acatado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJRS). A denúncia feita contra ele no dia 24 de fevereiro relata fatos ocorridos pelo menos desde 2013.
Segundo a investigação conduzida pela Polícia Civil, as vítimas do advogado incluem ex-alunas, profissionais da área do direito e ex-companheiras.
As mulheres começaram a ser ouvidas no dia 5 de setembro e, conforme o avanço da investigação, mais vítimas procuraram a polícia.
A prisão preventiva, que também faz parte do Projeto Cumpra-se do GAECO, atende ao pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) para proteger as vítimas e evitar novas agressões, reforçando a necessidade de medidas urgentes diante da gravidade dos fatos.
Defesa do acusado
Em nota, a defesa do professor relata que vê com extrema preocupação a decretação da prisão preventiva, baseada em suposições, descontextualizações e erros de ordem fática.
A defesa de Conrado classifica a prisão cautelar como "indevida" e afirma que a medida se baseia em fundamentos já rejeitados anteriormente pela Justiça em três ocasiões. Segundo os advogados, foram protocolados documentos que refutam as acusações da denúncia e os motivos para a detenção.
A banca destaca ainda a existência de provas que indicam ilegalidades na condução do inquérito e parcialidade de autoridades, pontos que ainda não teriam sido analisados pelo Juízo. Diante do cenário, a defesa informou que já adota as medidas cabíveis para revogar a prisão, sob o argumento de que a decisão carece de fundamentos concretos e atuais, confiando no restabelecimento da liberdade do cliente por meio da técnica jurídica.
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