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Soro da morte: como o desinfetante age no corpo ao ser aplicado na veia?

De acordo com o médico Jean Gorinchteyn, em entrevista ao programa Bora Brasil, esses produtos promovem alterações imediatas no sangue e no sistema elétrico do coração

Da redação
DA REDAÇÃO

20/01/2026 • 10:11 • Atualizado em 20/01/2026 • 10:11

Resumo

Operação policial prendeu três técnicos de enfermagem em Taguatinga, no Distrito Federal, suspeitos de matar pacientes com a aplicação de substâncias químicas na corrente sanguínea para reduzir a carga de trabalho.

Médico Jean Gorinchteyn afirmou que o uso desses produtos causa alterações imediatas no sangue e no sistema elétrico do coração, levando a arritmias e parada cardíaca, e explicou que as vítimas, sedadas e entubadas, provavelmente não sentiram dor.

Investigação policial confirmou três mortes e apura outros 20 óbitos suspeitos na mesma unidade hospitalar, após denúncias de colegas sobre aumento incomum de falecimentos nos turnos dos envolvidos, que agora respondem por homicídio qualificado.

A aplicação de substâncias químicas, como desinfetantes, diretamente na corrente sanguínea pode levar à morte instantânea. De acordo com o médico Jean Gorinchteyn, do Bora Brasil, esses produtos promovem alterações imediatas no sangue e no sistema elétrico do coração. "Isso leva a arritmias e à parada cardíaca por ação desses produtos químicos", explicou o especialista.

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O médico ressaltou que, embora o procedimento seja extremamente agressivo, as vítimas — que estavam em estado grave — possivelmente não sentiram dor.

"Muito possivelmente não tiveram a percepção de desconforto, uma vez que estavam sedadas, entubadas e com um rebaixamento da condição neurológica", afirmou Gorinchteyn.

A análise médica surge no rastro da operação "Soro da Morte", que resultou na prisão de três técnicos de enfermagem em Taguatinga, no Distrito Federal. Segundo informações do Band.com.br, Leandro Pinto da Silva, Edifânia de Almeida e Leandro de Almeida são suspeitos de assassinar pacientes para reduzir a carga de trabalho durante os plantões.

Número de vítimas pode ser maior

A Polícia Civil do DF trabalha com a confirmação de três mortes, mas o cenário pode ser ainda mais grave. Durante a cobertura no Bora Brasil, foi revelado que as autoridades investigam outros 20 óbitos suspeitos ocorridos na mesma unidade hospitalar sob a responsabilidade dos técnicos detidos.

O grupo, que agia preferencialmente durante a madrugada, foi denunciado por colegas de trabalho que notaram o aumento incomum de falecimentos nos turnos dos suspeitos. Os envolvidos agora respondem por homicídio qualificado.

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