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Suspeitos de planejar ataques em SP tinham artefato para montagem de bombas

Articuladores organizavam as ameaças através do aplicativo Telegram e ensinavam os integrantes a montar coquetéis molotov

Da redação
DA REDAÇÃO

03/02/2026 • 09:43 • Atualizado em 03/02/2026 • 09:43

Durante as investigações para identificar os suspeitos de planejar ataques a bomba em São Paulo e no Rio de Janeiro, a Polícia Civil descobriu que os articuladores organizavam as ameaças através do aplicativo Telegram além de ensinar os integrantes a como fazer coquetéis molotov para os ataques. Inclusive, na casa de um deles, em São Paulo, os agentes apreenderam dispositivos utilizado para a montagem de bombas.

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Um dos ataques estava sendo planejado para esta segunda-feira, 2, e tinha como alvo a Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais de São Paulo. Ao todo, 12 suspeitos de participar da ação, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificados e conduzidos para prestar esclarecimentos, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP).

Conforme a investigação, integrantes de um grupo virtual planejavam o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov como forma de "manifestação" sem pauta definida, mas com o objetivo de causar pânico e incitar a violência.

Em São Paulo, a ação desta segunda resulta de um trabalho de inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), braço da Polícia Civil que monitora possíveis comportamentos criminosos nas redes sociais.

"É um trabalho de antecipação, de chegar na frente antes que aconteça", disse, em coletiva realizada nesta segunda, o secretário da Segurança Pública do Estado, delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

Com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores do núcleo identificaram que os alvos envolvidos atuavam a partir da capital e de cidades da região metropolitana e do interior do Estado.

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