Resumo
A operação da Polícia Civil contra o rapper Oruam deflagrada na manhã desta quarta-feira (26) no Rio de Janeiro foi motivada por um vídeo gravado no final do ano passado que mostra o artista disparando para o alto com uma arma de fogo (veja acima).
A gravação foi feita durante uma festa em um condomínio em Igaratá (SP). Nas imagens, Oruam aparece todo vestido de vermelho atirando contra uma área de mata. Ninguém ficou ferido na ocasião.
Foragido na casa de Oruam
O rapper Oruam foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (26) no Rio de Janeiro. Na casa do músico, no Joá, zona oeste da capital fluminense, os agentes, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão, encontraram o traficante Yuri Pereira Gonçalves, foragido da Justiça.
Foram apreendidos armas, computadores e celulares, que passarão por perícia. Ambos foram encaminhados à Cidade da Polícia, na zona norte. O traficante foi preso em flagrante. Já Oruam assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo crime de favorecimento e foi liberado.
Horas após sair da delegacia, Oruam publicou nas redes sociais parte do novo álbum e escreveu: "pior coisa do mundo é decepcionar quem gosta de você”.
A operação não tem relação com a detenção do artista na semana passada, quando foi pego realizando manobras perigosas no trânsito, incluindo um “cavalo de pau”, próximo a uma blitz policial, na região da Barra da Tijuca.
Na ocasião, ele foi autuado em flagrante por direção perigosa e pagou fiança de R$ 60 mil. A investigação acredita que a prisão foi proposital, uma “ação de marketing” para divulgar o lançamento de um álbum, já que, pouco tempo depois, ele publicou uma mensagem no Instagram dizendo que “vai responder com música".
A saída do cantor da delegacia foi marcada por tumulto e confusão de fãs que se aglomeraram em frente ao local. Também estiveram por lá Fernanda Valença, noiva do artista, e o amigo Orochi.
Quem é Oruam
Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, de 23 anos, ficou conhecido no cenário musical com hits como “Diz aí, qual é o plano?”, “Para de mentir”, “A cara do crime 4”, “Terra prometida” e “Bem melhor”, acumulando mais de 11 milhões de ouvintes no Spotify.
Ele é filho de um dos líderes do Comando Vermelho, Marcinho VP, preso desde 1996. Os dois nunca conviveram fora da prisão, de onde o líder continua a comandar a facção.
Ele já mostrou uma tatuagem com o rosto do pai e outra com seu “tio” de consideração, Elias Maluco, que morreu na cadeia em 2020 após ser condenado pelo assassinato brutal do jornalista Tim Lopes.
Recentemente, o rapper teve o nome associado a um projeto, apelidado de lei anti-Oruam, que proíbe ao poder público a contratação de shows de artistas que façam apologia ao crime e ao uso de drogas.
A iniciativa da vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) em São Paulo se espalhou pelo Brasil e, segundo a parlamentar ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), propostas similares foram protocoladas em mais de 80 cidades brasileiras, sendo 18 capitais.
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