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Turista argentina terá que usar tornozeleira após ataques racistas no Rio

A medida foi tomada após a polícia descobrir que a turista estava prestes a retornar para a Argentina

Da redação
DA REDAÇÃO

19/01/2026 • 10:34 • Atualizado em 19/01/2026 • 10:34

A Justiça determinou a apreensão do passaporte e a instalação de uma tornozeleira eletrônica em Agostina Pais, advogada argentina investigada por cometer injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A medida foi tomada após a polícia descobrir que a turista estava prestes a retornar para a Argentina.

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O incidente ocorreu na última quarta-feira, quando a advogada teria se exaltado durante o pagamento da conta no estabelecimento. Segundo relatos da vítima, um barman que preferiu não se identificar, Agostina começou a proferir insultos racistas, chamando-o de "negro" de forma pejorativa e imitando sons e gestos de macaco, gritando a palavra "monos" (macacos, em espanhol).

Além do barman, outros funcionários, incluindo seguranças e caixas, também foram alvos das ofensas. "Ela começou a se referir aos meus colegas também... sempre debochando da gente como se a gente fosse inferior a ela", relatou a vítima, que expressou o desejo de que o crime não fique impune.

Investigação e medidas judiciais

Agostina Pais prestou depoimento no último sábado, alegando que o pagamento da conta já havia sido efetuado, enquanto o bar sustentava que havia valores pendentes. Imagens gravadas pela própria vítima e vídeos das câmeras de segurança do local serão analisados pela Polícia Civil para esclarecer a dinâmica dos fatos.

A repercussão do caso levou a advogada a deletar seus perfis nas redes sociais, onde acumulava milhares de seguidores. Por meio de sua defesa, ela afirmou que, por enquanto, não irá se pronunciar publicamente sobre o ocorrido.