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Brasil busca telefonema antes de encontro presencial com Donald Trump

Itamaraty evitam tratar do assunto com o Departamento de Estado, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, porque Marco Rubio, Secretário de Estado, estaria “contaminado” pelos bolsonaristas

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

01/10/2025 • 18:09 • Atualizado em 01/10/2025 • 18:09

Bastidores de Brasília
Brasil busca telefonema antes de encontro presencial com Trump

Brasil busca telefonema antes de encontro presencial com Trump

Reuters

O Itamaraty conversa diretamente com interlocutores da Casa Branca para viabilizar a conversa do presidente Lula com Donald Trump. Segundo fontes, os brasileiros evitam tratar do assunto com o Departamento de Estado — equivalente ao Ministério das Relações Exteriores — porque Marco Rubio, Secretário de Estado, estaria “contaminado” pelos bolsonaristas, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o lobista Paulo Figueiredo, com a ideia de que o Judiciário e o governo perseguem adversários políticos.

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Funcionários do governo afirmam que estão em tratativas para garantir o cenário ideal para o presidente, que seria uma conversa em duas etapas: primeiro, um telefonema ou videochamada com Trump na próxima semana para “sentir” o terreno. Seria uma espécie de preparação para o encontro presencial, possibilitando tratar de pontos sensíveis — como políticas comerciais e alíquotas de importação.

A segunda etapa seria um encontro presencial, que pode ocorrer na Malásia, às margens da cúpula da ASEAN, nos dias 26 e 27 de outubro. Lula já confirmou presença no encontro multilateral; Trump ainda não, mas há grandes chances de que compareça. O Itamaraty entende que um encontro na Casa Branca ou em Mar-a-Lago, na Flórida — residência de verão de Trump — poderia expor o chefe do Executivo brasileiro a uma situação constrangedora, como aconteceu com os presidentes da Ucrânia e da África do Sul.

Diplomatas brasileiros trabalham com a hipótese de que, além das tarifas de 50% impostas pelo governo Trump, questões como minerais raros e a regulação das plataformas digitais também estejam na pauta. A gestão de Trump estaria alinhada ao interesse das big techs em resistir a qualquer moderação de conteúdo, vista pelo republicano como possível censura.

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