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Brasil deve adiar Cúpula do Mercosul para reforçar protagonismo no acordo com a União Europeia

O gesto serviria para marcar a “paternidade brasileira” na negociação e reforçar o protagonismo do país no continente, consolidando sua liderança nas negociações do Mercosul com a União Europeia

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

28/11/2025 • 17:21 • Atualizado em 28/11/2025 • 17:21

Bastidores de Brasília
Mercosul

Mercosul

Marcos Oliveira/Agência Senado

O governo brasileiro deve adiar a 67ª Cúpula do Mercosul, inicialmente marcada para 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu. A data coincidiria com a expectativa de conclusão do aguardado acordo comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia, cuja assinatura estava prevista para o mesmo dia.

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A Comissão Europeia trabalha para obter o aval dos Estados-membros até 19 de dezembro. Por isso, a diplomacia brasileira pretendia confirmar a reunião no dia seguinte. No entanto, os presidentes da Argentina e do Paraguai já informaram que não poderiam participar na data proposta.

No caso do Paraguai, há um fator adicional: o Brasil transferirá a presidência pró-tempore do Mercosul ao país vizinho, e Assunção gostaria que a assinatura do acordo ocorresse sob a liderança de Santiago Peña.

Fontes do governo brasileiro afirmam que, apesar das ausências, o Brasil estuda manter uma assinatura simbólica do acordo em 20 de dezembro.

O gesto serviria para marcar a “paternidade brasileira” na negociação e reforçar o protagonismo do país no continente, consolidando sua liderança nas negociações do Mercosul com a União Europeia. A cúpula oficial será remarcada para meados de janeiro, em Brasília.

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