
Safra de soja na Argentina deve aumentar
Reprodução/Agro+
O agronegócio brasileiro caminha para consolidar, mais uma vez, um desempenho histórico no campo. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para a atual safra de grãos é de 353,4 milhões de toneladas, o que representa um novo recorde para o país. O volume é 0,3% superior ao ciclo anterior, impulsionado pela combinação de investimentos em tecnologia, sementes de alta qualidade e adubação precisa.
A soja mantém o posto de principal produto da balança comercial agrícola brasileira. Mesmo com o atraso no plantio ocorrido em outubro devido às condições climáticas, a estimativa é de que a colheita atinja 178 milhões de toneladas — um incremento de 6,5 milhões em relação ao período passado. No Rio Grande do Sul, produtores como Luiz Carlos Machado iniciam agora a fase de enchimento da vagem, mantendo o otimismo após o fortalecimento das lavouras.
Desempenho do milho e demanda por etanol
O milho também apresenta números robustos, com previsão de safra total de 138 milhões de toneladas. Embora o volume represente um recuo de 1,9% na comparação anual — causado principalmente pelo atraso no plantio da segunda safra no Nordeste —, o resultado é celebrado pelo setor.
Segundo a análise de Rafael Silveira, a sustentação dos preços e do interesse pelo grão está ancorada no mercado interno e externo. Há uma demanda crescente das usinas de etanol de milho e uma expectativa de alta nas exportações para o segundo semestre. O analista ressalta que, apesar da pressão logística prevista, o Brasil deve encerrar o ciclo com estoques considerados interessantes para a estabilidade do mercado.
Desafios e concorrência no Mercosul
Apesar dos recordes projetados, o clima de euforia no campo é acompanhado por cautela. Em outras regiões, a colheita da primeira safra já começou, mas o setor convive com incertezas que vão além do clima. Produtores rurais que diversificam suas culturas, como Luiz Carlos Machado, expressam preocupação com o mercado de arroz. O temor é que a forte concorrência com o grão importado de países vizinhos do Mercosul possa pressionar a rentabilidade do produtor brasileiro, que lida com custos de produção elevados.
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