
Rafael Torres Morales, Presidente da Câmara de Comércio Brasil Peru
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A Câmara de Comércio Brasil-Peru, em conjunto com a Embaixada do Peru e a agência ProInversión, realizou nesta quarta-feira (11) um encontro empresarial em São Paulo para apresentar oportunidades de investimento que somam US$ 40 bilhões para os próximos três anos. O evento reuniu mais de 80 empresários e lideranças políticas interessados em projetos de infraestrutura, logística e energia, com foco na integração regional e no acesso ao mercado da Ásia-Pacífico.
O portfólio apresentado pela ProInversión, agência responsável pela promoção de parcerias público-privadas no Peru, abrange setores estratégicos como telecomunicações, rodovias e saúde. Segundo a agência, o potencial total de investimentos privados estruturados no país vizinho supera a marca de US$ 70 bilhões.
Integração logística e o papel de São Paulo
A importância de São Paulo no cenário comercial bilateral é um dos pilares da nova fase de cooperação. De acordo com Samo Tosatti, Head de Relações Internacionais do Governo de SP, o estado já é o principal parceiro comercial do país vizinho, respondendo por 30% do fluxo de trocas entre as duas nações.
Para o secretário, as perspectivas são positivas devido ao crescimento das economias e ao avanço das rotas bioceânicas. "A ideia é avançar para que a gente veja o Peru como destino final, mas também como uma plataforma de exportação, em que os empresários brasileiros utilizem o Peru para exportar para o resto do mundo", afirma Samo Tosatti, citando os mais de 20 acordos de livre comércio que o Peru mantém globalmente.
Rafael Torres Morales, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Peru, reforça que os dois países são complementares no atual cenário geopolítico. Ele destaca que a expertise brasileira é fundamental para o desenvolvimento dos projetos peruanos. "Temos projetos de inversão em temas de energia, logística, rodovias, telecomunicação, entre outras, de mais de 40 mil milhões de dólares", detalha Morales.
Oportunidades no agronegócio e comércio exterior
A análise do setor produtivo aponta o agronegócio como uma das áreas de maior continuidade e força nas exportações, especialmente em São Paulo. Samo Tosatti ressalta a sofisticação do agro paulista, que ocupa a posição de segundo maior exportador do setor no Brasil.
Além das exportações brasileiras, o acordo visa facilitar a entrada de produtos e investimentos asiáticos no Brasil. A utilização de portos peruanos, como o de Chancay, permitiria uma conexão mais eficiente entre o Pacífico e o Atlântico, utilizando o Porto de Santos como porta de entrada para o mercado europeu.
