
Bebê Reborn
Reprodução
Se você também já se deparou com um vídeo de bebê reborn na internet e ficou em dúvida se era boneca ou gente de verdade, saiba que não está sozinho. Nos últimos dias, o termo explodiu nas redes sociais — mas, na verdade, o interesse por esse universo já vinha crescendo há anos. E adivinha quem lidera as buscas no mundo? O Brasil!
De acordo com dados do Google Trends analisados pela Sala Digital, o país ocupa o primeiro lugar no ranking global de interesse por bebê reborn nos últimos cinco anos. Entretanto, pode-se dizer que o auge das buscas não foi agora. Foi em 2020, em plena pandemia — quando muita gente buscava formas de lidar com a solidão, a ansiedade e o luto.
O que é um bebê reborn?
Bebês reborn são bonecos feitos à mão, com pintura e modelagem hiper-realistas. Eles têm pele com textura de bebê, cílios implantados, dobrinhas, veias, peso e até cheirinho. Cada um é único — e, muitas vezes, batizado e recebido com enxoval completo.
Alguns compram como item de coleção. Outros, por motivos terapêuticos. Entre os usos mais relatados estão a ajuda no enfrentamento de traumas, perdas gestacionais ou até quadros de ansiedade e depressão.
Para além da estética: o lado emocional do bebê reborn
O uso terapêutico de bonecos reborn não é invenção da internet. Desde os anos 2000, psicólogos, terapeutas ocupacionais e profissionais de saúde mental relatam casos em que os bonecos ajudam no tratamento de pacientes com Alzheimer, demência, ansiedade ou depressão.
Segundo a psicóloga Flávia Speltz, a experiência simbólica de “cuidar de um bebê” pode oferecer acolhimento e até resgatar memórias afetivas, especialmente em pessoas idosas. Já em casos de perda gestacional, os bonecos são utilizados como parte de um processo de elaboração do luto.
Certidão de nascimento? Sim, mas simbólica!
Outro detalhe que viralizou foi a tal “certidão de nascimento” de bebê reborn. Muita gente pesquisa sobre isso porque ela existe, sim — mas não tem valor jurídico. Funciona como um certificado artesanal: traz o nome escolhido, a data de nascimento simbólica, peso, altura e até a “assinatura do médico responsável” — que, no caso, é o próprio artista que produziu o boneco.
As perguntas que os brasileiros mais fazem
Além de “como cuidar de um bebê reborn?”, outras dúvidas curiosas aparecem no Google. Selecionamos algumas das principais perguntas sobre o boneco :
“Pode dar banho?”Depende. A maior parte dos reborns é feita de vinil siliconado, mas o corpo costuma ser de tecido. Por isso, o banho só pode ser dado com muito cuidado — e, em muitos casos, não é recomendado. Alguns artistas que produzem reborns até fazem versões totalmente em silicone, mais resistentes à água, mas isso encarece bastante o valor.
“Como cuidar de um bebê reborn?”O cuidado é mais simbólico do que funcional. Vale manter o boneco em local limpo, longe de umidade e sol direto, e evitar movimentos bruscos ou apertos, especialmente nos membros e cabeça, que são mais delicados. Fora isso, cada pessoa cria a sua forma de cuidar — muitas vezes, como forma de expressão emocional ou hobby.
“Onde comprar um bebê reborn?”A maioria dos bonecos é vendida pela internet, em sites especializados ou pelas próprias artistas reborn, que trabalham sob encomenda. É possível encontrar também em feiras de artesanato e grupos de colecionadores. Mas é importante checar a reputação do vendedor — especialmente quando os preços estão muito abaixo da média.
O Brasil é o país mais apaixonado por bebês reborn
E não é só impressão. Os dados mostram: de todos os países do mundo, o Brasil é o que mais busca por “bebê reborn” no Google. Os vídeos com bonecos hiper-realistas também fazem sucesso no YouTube e TikTok, muitas vezes confundindo internautas desavisados — e gerando milhares de comentários entre o encanto, o estranhamento e a dúvida: “é boneca ou é bebê de verdade?”
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