
Lula e Trump em encontro na Malásia
REUTERS/Evelyn Hockstein
O governo brasileiro quer aproveitar o que chama de "momento excepcional” nas relações entre Brasil e Estados Unidos para consolidar as promessas feitas na reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
A ideia, segundo ministros que conversaram com a reportagem, é “não deixar o assunto e o clima de cooperação esfriarem”.
Por isso, já se cogita um amplo encontro na próxima semana, em Washington, com "integrantes de peso": o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O secretário do tesouro, Scott Bessent, é tido como "um aliado" pela equipe econômica do governo. Antes mesmo da reabertura das negociações, Haddad já tratava com ele diretamente. Teve reuniões marcadas e desmarcadas, por exemplo, porque, na avaliação de interlocutores do ministro, "o secretário não havia recebido o sinal verde para ampliar as tratativas". Cenário que agora mudou.
Reunião de Lula e Trump na Malásia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação.
“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos”, disse.
Suspensão das tarifas
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, falou com a imprensa após o encontro e disse Trump autorizou sua equipe a iniciar as negociações para revisão do tarifaço ainda na noite deste domingo, no horário local da Malásia, 11 horas a frente do Brasil.
"A reunião foi muito positiva, o saldo final é ótimo. O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo, um período de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda, porque é para tudo ser resolvido em pouco tempo", afirmou o chanceler.
Admiração
Segundo Vieira, os presidentes tiveram uma conversa descontraída e Trump disse que admira a trajetória política de Lula.
"Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, já tendo sido duas vezes presidente da República, tendo sido perseguido no Brasil, se recuperado, provado sua inocência, voltado a se apresentar e, vitoriosamente, conquistando o terceiro mandato", afirmou.
Visitas
"O presidente Lula aceitou também e disse que irá, com prazer, aos Estados Unidos. Trump disse que admira o Brasil e que gosta imensamente do povo brasileiro", comentou.
Veja encontro entre Lula e Donald Trump na Malásia na íntegra
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