
Marco Rubio
Reuters
O governo brasileiro classificou como um sucesso diplomático a conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na manhã desta segunda-feira (6). O diálogo durou cerca de meia hora e abriu caminho para uma nova rodada de negociações econômicas entre os dois países.
Cada lado definiu seus representantes para conduzir as tratativas. Pelo Brasil, participarão Fernando Haddad (ministro da Fazenda), Mauro Vieira (ministro das Relações Exteriores) e Geraldo Alckmin (vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Do lado norte-americano, o escolhido foi Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado dos EUA.
Rubio é conhecido por suas posições conservadoras e por manter proximidade com grupos da direita americana e latino-americana. De origem cubana, o secretário tem histórico de forte interesse pela política da América Latina e mantém relações com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Recentemente, ele fez publicações críticas ao governo brasileiro e afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes persegue o ex-presidente.
Segundo fontes do Planalto, o governo preferia negociar com um interlocutor “menos radical”. O telefonema entre Lula e Trump, inclusive, foi articulado diretamente com a Casa Branca, e não por meio do Departamento de Estado — equivalente ao Itamaraty.
Ainda assim, auxiliares do presidente avaliam que a conversa representou um avanço nas relações bilaterais. Eles comemoram o fato de Lula e Trump terem trocado números pessoais de telefone, o que abre um canal direto entre os dois líderes.
De acordo com essas fontes, se as negociações enfrentarem impasses com Rubio, Lula não hesitará em ligar pessoalmente para Trump.
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