Brasil Urgente

32 anos de PCC: como facção criou um império e comanda o crime no Brasil

Criada em presídio, facção domina o tráfico de drogas no Brasil e atua em 28 países

LUCAS MARTINS

01/09/2025 • 21:27 • Atualizado em 01/09/2025 • 21:27

O Primeiro Comando da Capital (PCC) completa 32 anos como a maior facção criminosa do Brasil e uma das mais influentes do mundo. Criado em 31 de agosto de 1993 dentro da Casa de Custódia de Taubaté, no Vale do Paraíba, o grupo surgiu como um “sindicato de presos”, mas ao longo das décadas consolidou-se como uma organização de alcance internacional.

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O início do PCC remonta a oito detentos transferidos de São Paulo para Taubaté, entre eles César Augusto Roriz da Silva, o Cesinha, e José Márcio Felício, o Geleião. Eles formaram um time de futebol batizado de Primeiro Comando da Capital. Após uma briga durante uma partida no pátio, que terminou em mortes, o grupo se uniu e deu origem ao que viria a ser o “Partido do Crime”.

Estrutura e expansão

Com o lema de união dos presos contra o Estado, o PCC começou oferecendo transporte para familiares de detentos, assistência jurídica e até atendimento médico para integrantes. Esse modelo de apoio ampliou sua base de influência dentro e fora dos presídios.

A facção se fortaleceu na década de 2000, principalmente sob a liderança de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que está preso desde 1999 e atualmente cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília. Com ele, o PCC estruturou um sistema de logística capaz de controlar rotas do tráfico de cocaína, da produção na Bolívia e no Peru até a chegada à Europa.

Hoje, o grupo está presente nas 27 unidades da federação e em 28 países, com cerca de 60 mil integrantes oficialmente batizados, além de milhares de colaboradores ligados a quadrilhas subordinadas.

Disputas internas e domínio

Nos primeiros anos, o PCC foi marcado por disputas de poder. Líderes como Sombra, Cesinha e Geleião tiveram papel importante, mas acabaram sendo depostos ou mortos após conflitos internos. Marcola consolidou sua posição e se tornou a principal figura da facção, responsável por transformar a organização em uma potência criminosa com ramificações no tráfico internacional e em esquemas de lavagem de dinheiro.

Alerta das autoridades

Especialistas e autoridades apontam que o crescimento do PCC está diretamente ligado à ausência do Estado em áreas críticas, o que abriu espaço para que a facção assumisse funções sociais em comunidades e presídios. Denúncias feitas ainda nos anos 1990 já alertavam para a consolidação do “partido do crime”, mas a gravidade da ameaça foi inicialmente negada pelo poder público.

Três décadas depois, o PCC mantém sua estrutura ativa e continua em expansão, com capacidade financeira e logística comparável a de organizações internacionais do narcotráfico.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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