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‘A igreja perdeu um papa e o mundo perdeu um pai’, diz arcebispo de Brasília sobre Francisco

Em entrevista ao Brasil Urgente, o cardeal Paulo Cezar Costa afirmou que papa Francisco foi um grande homem e que ele queria uma igreja misericordiosa

da redação
DA REDAÇÃO

21/04/2025 • 18:11 • Atualizado em 21/04/2025 • 18:11

O arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, afirmou em entrevista ao Brasil Urgente que o papa Francisco foi um grande homem e que queria uma igreja misericordiosa.

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O líder da Igreja Católica morreu na madrugada desta segunda-feira (21), aos 88 anos, na Casa Santa Marta. Segundo o Vaticano, a causa da morte foi um AVC e insuficiência cardíaca.

“O papa Francisco foi um grande homem, um grande papa para a igreja. Indicou para a igreja o caminho da evangelização, da missão, o caminhão para a misericórdia. Em 2016, ele proclamou o ano da misericórdia, ele queria uma igreja misericordiosa, que quer dizer, uma igreja que acolhesse, fazer aquilo que Jesus fez e papa Francisco queria isso”, declarou o arcebispo de Brasília.

O cardeal Paulo Cezar Costa também lembrou que Francisco apontou os grandes problemas da humanidade, como a crise climática e migrações.

“O papa mostrou para o mundo a questão das guerras, ele falava de uma guerra mundial em pedaços. Chamou a atenção para os grandes problemas da humanidade. Eu diria que a igreja perdeu um papa e o mundo perdeu um pai, alguém que estava sempre apontando e lembrando para os filhos os grandes problemas da humanidade”.

O arcebispo de Brasília é um dos sete cardeais brasileiros que estão aptos a participar do conclave, ou seja, da votação que escolhe o novo papa e deve viajar para Roma até o fim desta semana.

Papa Francisco morreu aos 88 anos

O papa Francisco morreu, segundo comunicado do Vaticano divulgado nesta segunda-feira (21). "Esta manhã, às 7h35 (2h35 em Brasília), o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai", anunciou o Cardeal Kevin Farrell em um comunicado publicado pelo Vaticano em seu canal do Telegram.

Francisco não participou de nenhum dos ritos da Semana Santa, pois continua se recuperando após passar 38 dias no hospital com pneumonia bilateral e receber alta em 23 de março.

Francisco foi o primeiro papa da América Latina, o primeiro jesuíta à frente da Igreja Católica. E nunca antes um líder da Igreja escolhera este nome tão programático, porque evoca Francisco de Assis (1182-1226).

Francisco de Assis, filho de um comerciante que renunciou a todas as riquezas, seguiu o chamado de Jesus por uma vida na pobreza radical e fundou a ordem franciscana com este espírito. O nome papal Francisco não soa como o esplendor dos palácios do Vaticano, não lembra um chefe da Igreja e de Estado.

O argentino Jorge Mario Bergoglio, eleito papa em 2013, não escolheu esse nome sem motivo: como nenhum Santo Padre antes dele, defendeu os refugiados e os sem-teto e lutou pela proteção da Criação e do clima. Com isso, impressionou o mundo. Nos últimos tempos vinha sofrendo visivelmente com a diminuição de suas forças.