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Acusado de jogar esposa do 10º andar participa de reconstituição do crime

Alex Leandro Bispo acompanhou os trabalhos da Polícia Civil no local da queda de Katiane Gomes da Silva; laudo deve ser finalizado em 30 dias

Rafael Batalha
RAFAEL BATALHA

13/01/2026 • 18:04 • Atualizado em 13/01/2026 • 18:04

Acusado de jogar esposa do 10º andar participa de reconstituição do crime

Acusado de jogar esposa do 10º andar participa de reconstituição do crime

Reprodução/Brasil Urgente

Alex Leandro Bispo, acusado de matar a esposa Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, retornou ao condomínio onde viviam no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, para participar da reconstituição do crime.

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Durante cerca de três horas, o suspeito colaborou com o trabalho dos peritos, enquanto um scanner 3D digitalizava a movimentação dentro do apartamento localizado no 10º andar. Uma boneca foi utilizada pelas autoridades para simular a queda da vítima.

Mesmo participando da diligência, Alex mantém a versão apresentada no dia do óbito, negando ter jogado a companheira. Entretanto, a investigação aponta que o depoimento apresenta inconsistências em relação à cronologia dos fatos. Registros das câmeras de monitoramento do prédio mostram o casal chegando à garagem, onde o homem agride Katiane com socos violentos. As imagens também flagram o momento em que ele a retira do elevador com força em direção ao imóvel.

Divergências na investigação

No apartamento, o acusado afirma que a esposa se trancou no banheiro e que ele teria arrombado a porta apenas por preocupação. Contudo, a dinâmica temporal levanta suspeitas: apenas dois minutos após entrarem na residência, Alex reaparece no elevador com as mãos na cabeça.

Nesse intervalo, Katiane já havia caído e estava morta no chão da garagem. Após o crime, o suspeito chegou a viajar para o Ceará, onde demonstrou pesar durante o velório da vítima, mas acabou preso por policiais do 89º Distrito Policial ao retornar a São Paulo.

Alex Leandro Bispo possui um histórico criminal extenso, com passagens por roubo, furto e sequestro relâmpago. Aos 18 anos, ele foi identificado como um dos envolvidos no sequestro do sobrinho do então senador Eduardo Suplicy.

Atualmente, a Polícia Civil aguarda o laudo conclusivo da reconstituição para fundamentar o pedido de renovação da prisão temporária. O caso segue sob segredo de Justiça, e o delegado responsável aguarda os resultados periciais para encerrar o inquérito.

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